Selim


Mais uma canção feita em oficina. Desta vez, Selim, escrita em Campinas-SP, em abril de 2015

FEITURA E OBRA


Várias têm sido as oficinas de composição em diferentes cidades (São Paulo, Niterói, Philadelphia, Brasília, Vitória, Orlando, Fortaleza). Esta canção, Feitura e Obra, foi composta em São Paulo-SP

STRADIVARIUS


A segunda canção da série Oficinas de Composição, Stradivarius, fala sobre o valor de uma amizade sincera e foi composta em Vitória ES.

OFICINAS DE COMPOSIÇÃO


Várias têm sido as oficinas de composição em diferentes cidades (São Paulo, Niterói, Philadelphia, Brasília, Vitória, Orlando, Campinas, Fortaleza), e as canções que têm nascido ao final de cada uma.
Vou postar algumas delas semanalmente aqui no espaço do site.
A primeira delas, O amor não se atrasa, foi composta em Brasília.

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Para mais informações, vá para a seção do site Quem Quiser Compor.

O QUADRANTE TILLICHIANO


Tiziano_-_Amor_Sacro_y_Amor_Profano_(Galería_Borghese,_Roma,_1514)No módulo que tenho ministrado, Teologia da Arte, uma das partes que mais gosto é a que aborda os níveis de relação entre arte e religião, tendo como ponto de partida Tema e Estilo.

O tema incluiria os referenciais explícitos de uma obra de arte.

O estilo seria o poder que a arte possui de expressar com vitalidade, coragem e originalidade o tema exposto.

A partir dos dois elementos mencionados acima, teríamos quatro combinações:

Obras de arte com tema e estilo não-religiosos. Exemplo, “ai se eu te pego”. Sem mais comentários.

Obras de arte com tema e estilo religiosos: o Messias, de Handel.

Obras de arte com tema religioso e estilo não-religioso. (Sim, é possível. Toda obra artística de cunho religioso sem vitalidade, coragem e originalidade para expressar o tema exposto se encaixa nesse padrão. Está aí o mercado sub-cultural religioso que movimenta milhões para atestar esse fato).

Obras de arte com tema não-religioso e estilo religioso.
São tantas as canções, as peças teatrais, os quadros, as esculturas que ilustram esse ponto que não vou nem mencionar.

Faz-me lembrar Justino Mártir (século II), “todo o belo que foi expressado por qualquer pessoa, pertence a nós, os cristãos” (Segunda Apologia 13, 4).

MÚSICA BOA E RUIM


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  No sábado à noite, em Salvador, ao final de minha apresentação, um garoto me abordou com a célebre pergunta: que repertório estudar para ser um bom músico? O da igreja, ou o do “mundo”?

É inegável a contribuição que as comunidades cristãs têm dado ao cenário da música popular. Particularmente nos Estados Unidos e na Europa, e mais recentemente no Brasil, é cada vez maior o número de bons músicos que, se constata, iniciaram seu aprendizado musical em alguma comunidade cristã.

No entanto, esse fato sempre revelou certa tensão, na medida em que a maioria deles viveu o dilema de “abandonar” suas atividades musicais na igreja para abraçar uma carreira artística por conta da aparente incompatibilidade entre um repertório de canções litúrgicas ou de conteúdo religioso e outro, chamado de “secular”.

De minha parte, vou repetir à exaustão: a carreira artística é uma carreira como outra qualquer. Tem suas peculiaridades, dificuldades, seus dilemas e seus percalços, é verdade. Mas qual atividade humana não tem?

Os supostos perigos a que estão expostos os artistas são os perigos que estão à espreita de todos que colocam o pé para fora de casa e vão exercer qualquer profissão.

 

Não tenho a pretensão de esgotar essa discussão em poucas linhas, mas tenho a firme convicção de que ouvir, estudar e conhecer músicas de todas as vertentes é obrigação de quem deseja ser um bom músico.

Conclui minha conversa com o garoto aparentemente aflito tratando de tranquilizá-lo. Afinal, já dizia o maestro soberano, “só há dois tipos de música. A boa e a ruim”.

Com a Agenda Aberta, de Peito Aberto


De tempos em tempos, ouço alguém dizer, “gostaria de convidá-lo, mas você deve cobrar muito caro”, ou então, “sua agenda deve estar lotada”, ou ainda, “não sabia que você está trabalhando!”

Contra todas as distorções, todos os desencontros e todas as desinformacões, quero dizer que me sinto motivado a seguir adiante no chamado de semear beleza através de uma música que convide à reflexão e a tudo que vá além da superficialidade.

Para me convidar para sua cidade ou sua comunidade, escreva para

contato@jorgecamargo.com.br

 

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A poesia caminha… é pré-selecionado para a 24a edição do Prêmio da Música Brasileira


O MELHOR PRESENTE DE ANIVERSÁRIO – A poesia caminha…

Meus últimos dez anos têm sido de semeadura. Venho procurando me preocupar com a qualidade da música que faço, em todos os aspectos – desde a composição, até os produtos prontos, finalizados, disponibilizados no “mercado”, buscando torná-los acessíveis a todos. Busquei valorizar parcerias e reconhecer amizades, incentivos e esforços de pessoas com quem tenho caminhado, nesses anos todos. Busquei incentivar os mais jovens, dizendo a eles que há um (bom) caminho a seguir. Nos últimos meses, encarei editais de todos os níveis – muitos deles ainda em andamento. E sigo lutando. Essa é a minha vocação.

Pois hoje, no dia do meu aniversário, ganho um presente que me emociona e faz virar festa aqui casa: o CD que acabo e lançar em parceria com Gladir Cabral, com produção musical de Fernando Merlino e produção executiva da Ana Paula Spolon, entra na quinta lista de pré-selecionados para o 24o Prêmio da Música Brasileira, promovido pelo Ministério da Cultura e pela Vale.

Para quem não sabe, trata-se do antigo Prêmio Sharp, lançado em 1987. Para mim, estar nessa lista significa fazer história. E, de verdade, não faz qualquer diferença ganhar! Ter entrado nessa lista é ver reconhecido um trabalho que fiz com o coração e muita transpiração. É poder dizer ao Gladir Cabral o quanto o admiro e sou grato por poder construir com ele esse sonho. É poder dizer ao Fernando Merlino o quanto cada movimento dele fez diferença para que isso acontecesse. Mas, acima de tudo, é poder olhar para trás e ver que 30 anos de música não aconteceram em vão e estender minha gratidão a TODOS que comigo caminharam nessas três décadas.

Minha alegria é enorme. E meu coração está teimando em bater descompassado. Vamos adiante! Vamos juntos.

#premiodemusicabrasileira #emocao #gratidao #apoesiacaminha

Mais informações sobre o prêmio, aqui: http://www.premiodemusica.com.br/.

O projeto, você conhece aqui: http://www.youtube.com/watch?v=P1Q6EHj1zl8.

Mais uma vez na estrada, com a Livraria Cultura


Recomeço no dia 22 de março, em São Paulo, a parceria de apresentações musicais com a Livraria Cultura. Dessa vez, apresentando o CD “A poesia caminha… histórias de viagens por cidades e sonhos”, gravado em parceria com Gladir Cabral e com produção de Fernando Merlino.

Entre março e julho, serão oito apresentações, nas unidades de São Paulo, Curitiba, Fortaleza, Campinas, Brasília, Salvador, Porto Alegre e Recife, fechando o ciclo em São Paulo, no Teatro Eva Herz do Conjunto Nacional.

De novo, nas apresentações, conto com o apoio de parceiros locais, que me dão suporte na viabilização das viagens e na divulgação deste e de outros trabalhos.  A eles, declaro minha mais profunda gratidão. A arte independente realiza-se assim, com o pé na estrada e mãos dadas com amigos e parceiros de jornada.

De novo, agradeço à Livraria Cultura, na pessoa do Luciano Tourinho, agora o comandante da área de eventos da livraria, não me esquecendo de continuar agradecendo ao Misael Barros e ao Gil Torres, que me apoiaram no início de tudo.

Começamos a viagem. Se puder, acompanhe. O teaser do projeto, feito pela Toca de Barro, você conhece aqui: http://www.youtube.com/watch?v=P1Q6EHj1zl8.

(mais) Boas novas


Têm ecoado em mim nos últimos meses as palavras de Violeta Parra – e eu as tenho repetido: gracias a la vida, que me ha dado tanto.

Depois dos projetos de 2011 e 2012, que trouxeram a público os CDs Tudo que é bonito de viver (2011) e Jorge Camargo, Definitivo (2012), além da reedição do áudio de Somos Um (2012), o livro-CD originalmente produzido em 2008, acabo de finalizar dois outros projetos, que me enchem de alegria.

O primeiro deles é o CD A poesia caminha… histórias de viagens por cidades e sonhos, em parceria com Gladir Cabral e produzido por Fernando Merlino, que você pode conhecer por este link.

Gosto muito desse projeto por uma série de motivos, mas talvez o principal deles seja o fato de termos conseguido, Gladir e eu, unir música e poesia em um projeto denso, com um conjunto de referências que nos faz desejar conhecer mais sobre lugares, pessoas, obras e canções. A arte alimenta a alma. Alimenta a minha alma.

Ouça aqui a canção Jerusalém, em homenagem à cidade homônima.

O segundo projeto é o CD intitulado Canções do caminho. Produzido por Marcos Fonseca e com produção musical do Fernando Merlino, é um tributo à obra de Caio Fábio e ao Caminho da Graça.

A arte é de Anderson Monteiro, sobre fotografias feitas por Lisa Cláudia Monteiro.

O CD traz canções autorais (sete minhas e três minhas em parceria com Gladir Cabral) cujo tema principal é a graça. A mesma graça de que Caio fala e através da qual encoraja várias pessoas a (re)construir o seu próprio caminho.

Neste momento de minha vida, só me resta agradecer. Sou grato pelas oportunidades que tenho tido de criar e de compartilhar a minha arte.

Sou grato à vida, que me tem dado tanto.