<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	xmlns:itunes="http://www.itunes.com/dtds/podcast-1.0.dtd"
	xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/"
>

<channel>
	<title>Jorge Camargo &#187; Jorge Camargo</title>
	<atom:link href="http://www.jorgecamargo.com.br/author/jorge-camargo/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://www.jorgecamargo.com.br</link>
	<description>Travessia - Uma viagem literário-musical de sensibilidade e espiritualidade.</description>
	<lastBuildDate>Sat, 21 Aug 2010 03:00:00 +0000</lastBuildDate>
	<generator>http://wordpress.org/?v=2.8.6</generator>
	<language>pt-br</language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
		<!-- podcast_generator="podPress/8.8" -->
		<copyright>&#xA9;Sala de Estar </copyright>
		<managingEditor>contato@jorgecamargo.com.br (Sala de Estar)</managingEditor>
		<webMaster>contato@jorgecamargo.com.br(Sala de Estar)</webMaster>
		<category>Musica, Espiritualidade</category>
		<ttl>1440</ttl>
		<itunes:keywords>Musica, Espiritualidade</itunes:keywords>
		<itunes:subtitle>Jorge Camargo</itunes:subtitle>
		<itunes:summary>Uma viagem literaacute;rio-musical de sensibilidade e espiritualidade.</itunes:summary>
		<itunes:author>Sala de Estar</itunes:author>
		<itunes:category text="Arts">
  <itunes:category text="Performing Arts"/>
</itunes:category>
<itunes:category text="Music"/>
<itunes:category text="Religion &amp; Spirituality">
  <itunes:category text="Christianity"/>
</itunes:category>
		<itunes:owner>
			<itunes:name>Sala de Estar</itunes:name>
			<itunes:email>contato@jorgecamargo.com.br</itunes:email>
		</itunes:owner>
		<itunes:block>No</itunes:block>
		<itunes:explicit>no</itunes:explicit>
		<itunes:image href="http://www.jorgecamargo.com.br/podcasts/jcamargopodcast300.jpg" />
		<image>
			<url>http://www.jorgecamargo.com.br/podcasts/jcamargopodcast144.jpg</url>
			<title>Jorge Camargo</title>
			<link>http://www.jorgecamargo.com.br</link>
			<width>144</width>
			<height>144</height>
		</image>
		<item>
		<title>SUPORTE INUSITADO</title>
		<link>http://www.jorgecamargo.com.br/destaques/suporte-inusitado/</link>
		<comments>http://www.jorgecamargo.com.br/destaques/suporte-inusitado/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 25 Jul 2010 13:39:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jorge Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[acolhimento]]></category>
		<category><![CDATA[Fé]]></category>
		<category><![CDATA[Gratidão]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.jorgecamargo.com.br/?p=789</guid>
		<description><![CDATA[<em>“O vento sopra onde quer. Você o escuta, mas não pode dizer de onde vem nem para onde vai.”</em>
<em>Jesus de Nazaré.</em>

A vida é repleta de surpresas.
Todos temos uma história, recebemos uma herança de conhecimento, de experiências, de fé (e&#8230;]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>“O vento sopra onde quer. Você o escuta, mas não pode dizer de onde vem nem para onde vai.”</em></p>
<p><em>Jesus de Nazaré.</em></p>
<p align="center">
<p>A vida é repleta de surpresas.</p>
<p>Todos temos uma história, recebemos uma herança de conhecimento, de experiências, de fé (e em muitos casos de descrença).</p>
<p>Em momentos de crise, de fragilidade, de perguntas agudas, de dor, de escuridão, eis que surge uma palavra que consola, o abraço acolhedor, a comunhão de alma.</p>
<p>E de lugares e fontes muitas vezes inusitados, improváveis, inconcebíveis até, para desarmar nossas estruturas, render nossas defesas, revelar (e eventualmente transpor) nossos limites, tornando-nos melhores, mais sensíveis, mais humildes, mais humanos.</p>
<p>É por essas e outras que a vida é essa viagem, dolorida sim, porém fascinante e misteriosa.</p>
<p>Celebro com gratidão infinita todo apoio, todo acolhimento, todo suporte inusitado.<img class="aligncenter size-full wp-image-790" title="suporte inusitado" src="http://www.jorgecamargo.com.br/adminsite/wp-content/uploads/2010/07/suporte-inusitado.jpg" alt="suporte inusitado" /></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.jorgecamargo.com.br/destaques/suporte-inusitado/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>TÁ DOENDO</title>
		<link>http://www.jorgecamargo.com.br/blog/ta-doendo/</link>
		<comments>http://www.jorgecamargo.com.br/blog/ta-doendo/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 13 Jul 2010 22:31:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jorge Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Blog do Jorge]]></category>
		<category><![CDATA[Amor]]></category>
		<category><![CDATA[Dor]]></category>
		<category><![CDATA[Esperança]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.jorgecamargo.com.br/?p=783</guid>
		<description><![CDATA[<strong>TÁ DOENDO</strong>
Na década de 1990, um dos muitos livros do Caio Fábio, uma referência em se tratando de espiritualidade cristã no país foi lançado, e tinha como título “O privilégio de poder simplesmente dizer ‘Tá Doendo ‘“.
Lembro-me da arte&#8230;]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;" align="center"><strong><img class="aligncenter size-full wp-image-784" title="band aid heart" src="http://www.jorgecamargo.com.br/adminsite/wp-content/uploads/2010/07/band-aid-heart.jpg" alt="band aid heart" width="208" height="184" />TÁ DOENDO</strong></p>
<p>Na década de 1990, um dos muitos livros do Caio Fábio, uma referência em se tratando de espiritualidade cristã no país foi lançado, e tinha como título “O privilégio de poder simplesmente dizer ‘Tá Doendo ‘“.</p>
<p>Lembro-me da arte da capa, com um <em>band-aid</em> em relevo pra ilustrar uma dor sob tratamento.</p>
<p>Eu e você vivemos num mundo forrado de feridas.</p>
<p>É tanta gente dolorida, e as razões para isso são as mais diversas: a perda de um ente querido ainda na infância ou de uma referência familiar até mesmo na vida adulta, os desencontros no amor, a falta de ânimo, a ausência de perspectiva, uma doença sorrateira e inesperada, um medo inexplicável e insistente.</p>
<p>Dores no corpo, dores com emoção, dores de alma.</p>
<p>Eu me incluo humildemente na lista dos doloridos.</p>
<p>Em parte pelas razões acima, em parte pelas próprias feridas que eu mesmo causei ou que me foram causadas por terceiros, não importa, as dores não escolhem direção nem guarida. Elas são o que são, e estão onde estão, pelo tempo que lhes convier. Simples assim.</p>
<p>Digo humildemente, porque já desisti de querer viver sem a presença enriquecedora e purificadora da dor. E mesmo que não quisesse viver sem ela, de nada importa. Ela é parte de minha condição humana, de meus limites, de minha finitude. Viver é também doer.</p>
<p>Mas, pensando bem, o que seria de nossa vida sem a possibilidade da cura para a dor? Haveria outro chamado para a esperança?</p>
<p>E talvez, de todas, a pergunta que não quer calar: como suportar a dor com dignidade?</p>
<p>Para tentar respondê-la, lanço mão da força da poesia, num verso de nosso compositor maior, Chico Buarque:</p>
<p align="center"><em>“<strong>Amar</strong> é iluminar a dor, como um missionário&#8230;”</em></p>
<p>Ou da bela estrofe de um grande amigo e parceiro, Gladir Cabral:</p>
<p align="center"><em>Deixe-se levar pelo<strong> amor</strong></em></p>
<p align="center"><em>Deixe-se molhar pelo mar</em></p>
<p align="center"><em>Deixe o sal tocar sua dor</em></p>
<p align="center"><em>Deixe a luz do sol consolar&#8230;</em></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.jorgecamargo.com.br/blog/ta-doendo/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>A DELICIOSA ANTÍTESE APOCALÍPTICA DE TOM ZÉ</title>
		<link>http://www.jorgecamargo.com.br/blog/a-deliciosa-antitese-apocaliptica-de-tom-ze/</link>
		<comments>http://www.jorgecamargo.com.br/blog/a-deliciosa-antitese-apocaliptica-de-tom-ze/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 08 Jul 2010 22:05:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jorge Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Blog do Jorge]]></category>
		<category><![CDATA[antítese]]></category>
		<category><![CDATA[felicidade]]></category>
		<category><![CDATA[tom zé]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.jorgecamargo.com.br/?p=773</guid>
		<description><![CDATA[Menina amanhã de manhãNa herança cristã, o livro do Apocalipse é bastante controvertido. Desde as discussões iniciais sobre se deveria ou não ser incluído no cânon do Novo Testamento, até sua comparação com os outros textos de literatura apocalíptica, através&#8230;]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://www.youtube.com/watch?v=sivP3e6ipB0">Menina amanhã de manhã</a><img class="aligncenter size-full wp-image-774" title="Tom Zé" src="http://www.jorgecamargo.com.br/adminsite/wp-content/uploads/2010/07/Tom-Zé.jpg" alt="Tom Zé" width="163" height="245" />Na herança cristã, o livro do Apocalipse é bastante controvertido. Desde as discussões iniciais sobre se deveria ou não ser incluído no cânon do Novo Testamento, até sua comparação com os outros textos de literatura apocalíptica, através de vinte séculos de história, ele tem tido as mais diversas interpretações. Nas idades moderna e contemporânea, no entanto, as conclusões sobre ele têm sido as mais mirabolantes. De um livro escrito para encorajar os cristãos sob intensa perseguição romana, um texto cujo tema central era a esperança, o Apocalipse passou a ser sinônimo de catástrofe e de destruição, de escapismo e de alienação.</p>
<p>Aí vêm os nossos amigos poetas da MPB, pra nos ajudar a resgatar valores que nos são tão caros e que incluem a felicidade vindoura e a esperança escatológica, como no caso da linda canção do Tom Zé, <em>Menina Amanhã de Manhã,</em> que afirma categoricamente que a felicidade irá desabar sobre os homens, em contraste agudo com a morte e a destruição prenunciadas pelo texto sagrado e que desabam sobre a humanidade. E mais, a felicidade como um bem inexorável, inevitável, quase que imposto à vida, do qual ninguém pode (nem gostaria de) escapar. E terminando com um convite sutil: “não queira dormir no ponto”. A felicidade está à mão. Não deixe que ela vá embora, menina.</p>
<p>Pra não terminar sem fazer justiça ao Apocalipse, o contraste entre a canção e o livro não é tão gritante assim: apesar de falar sobre destruição e morte, o livro termina falando de vida, de paz duradoura, de cura para as nações, de felicidade enfim.</p>
<p align="center"><em>Menina amanhã de manhã<br />
Quando a gente acordar<br />
Quero te dizer que a felicidade vai<br />
Desabar sobre os homens, vai<br />
Desabar sobre os homens, vai<br />
Desabar sobre os homens</em></p>
<p style="text-align: center;"><em>Na hora ninguém escapa<br />
Debaixo da cama, ninguém se esconde<br />
A felicidade vai<br />
Desabar sobre os homens, vai<br />
Desabar sobre os homens, vai<br />
Desabar sobre os homens</em></p>
<p style="text-align: center;"><em>Menina, ela mete medo<br />
Menina ela fecha a roda<br />
Menina não tem saída<br />
De cima, de banda ou de lado<br />
Menina olhe pra frente<br />
Oh! Menina, tome cuidado<br />
Não queira dormir no ponto<br />
Segure o jogo, atenção<br />
De manhã&#8230;</em></p>
<p><a href="http://www.youtube.com/watch?v=sivP3e6ipB0">http://www.youtube.com/watch?v=sivP3e6ipB0</a></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.jorgecamargo.com.br/blog/a-deliciosa-antitese-apocaliptica-de-tom-ze/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>MARADONA POETA?</title>
		<link>http://www.jorgecamargo.com.br/destaques/maradona-poeta/</link>
		<comments>http://www.jorgecamargo.com.br/destaques/maradona-poeta/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 04 Jul 2010 23:17:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jorge Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[glória]]></category>
		<category><![CDATA[maradona]]></category>
		<category><![CDATA[poeta]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.jorgecamargo.com.br/?p=767</guid>
		<description><![CDATA[Não vou gastar tempo falando da rivalidade entre brasileiros e argentinos. Isso tudo é uma grande bobagem.
Escrevo pra falar que me impressionou em alguns momentos a postura do Maradona como técnico. Tirando as caras e bocas, os comentários desnecessários&#8230;]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Não vou gastar tempo falando da rivalidade entre brasileiros e argentinos. Isso tudo é uma grande bobagem.</p>
<p>Escrevo pra falar que me impressionou em alguns momentos a postura do Maradona como técnico. Tirando as caras e bocas, os comentários desnecessários e dispensáveis, houve alguns momentos em que Maradona se distinguiu de todos os outros técnicos. E eu explico: por exemplo, após a eliminação humilhante de sua seleção, ao ser questionado se seus comandados, a maioria milionários, eram dignos de representar seu país, a resposta, e o termo usado, foram no mínimo inusitados. “Meus comandados não vieram a esta competição por dinheiro. Eles estão em busca de<strong><em> glória</em></strong>.”</p>
<p>Tragédia e glória. Duas palavras presentes na história da humanidade. Duas expressões onipresentes na minha própria história. E na sua. Nada nos identifica melhor que a tensão constante entre estas duas realidades que nos perseguem implacavelmente. A vida se constrói sobre os alicerces da glória e da tragédia, que transformam a aventura humana na mais fascinante das viagens.</p>
<p>Por isso, prefiro um técnico de futebol poeta.</p>
<p style="text-align: center;">Mesmo que seja o Maradona.<img class="aligncenter size-full wp-image-768" title="Maradona-Ole" src="http://www.jorgecamargo.com.br/adminsite/wp-content/uploads/2010/07/Maradona-Ole.jpg" alt="Maradona-Ole" width="378" height="229" /></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.jorgecamargo.com.br/destaques/maradona-poeta/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>DIÁLOGO INTER-RELIGIOSO&#8230; E EU COM ISSO?</title>
		<link>http://www.jorgecamargo.com.br/destaques/dialogo-interreligioso-e-eu-com-isso/</link>
		<comments>http://www.jorgecamargo.com.br/destaques/dialogo-interreligioso-e-eu-com-isso/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 17 Jun 2010 14:53:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jorge Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Deus]]></category>
		<category><![CDATA[diálogo]]></category>
		<category><![CDATA[Fé]]></category>
		<category><![CDATA[interreligioso]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.jorgecamargo.com.br/?p=761</guid>
		<description><![CDATA[
Em se tratando de teologia, eu me sinto como o Belchior, célebre compositor cearense em um de seus clássicos, “Apenas um Rapaz Latino-Americano”:
<em>Por favor, não saque a arma no saloon:</em>
<em>Eu sou apenas o cantor!”</em>
Ocorre que eu vivo num mundo&#8230;]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-762" title="DIÁLOGO INTERRELIGIOSO" src="http://www.jorgecamargo.com.br/adminsite/wp-content/uploads/2010/06/DIÁLOGO-INTERRELIGIOSO.jpg" alt="DIÁLOGO INTERRELIGIOSO" width="344" height="258" /></p>
<p>Em se tratando de teologia, eu me sinto como o Belchior, célebre compositor cearense em um de seus clássicos, “Apenas um Rapaz Latino-Americano”:</p>
<p align="center"><em>Por favor, não saque a arma no saloon:</em></p>
<p align="center"><em>Eu sou apenas o cantor!”</em></p>
<p>Ocorre que eu vivo num mundo interconectado, integrado, multiplural. E, acima de tudo, como ser humano, sou livre para expressar meus pensamentos e sentimentos relacionados à vida, a Deus e ao próximo. E a partir disso, concluo: a hegemonia política do cristianismo é passado.</p>
<p>A força de sua mensagem, pra mim, permanece intocável. Amor sem medida, misericórdia, compaixão, generosidade, fome e sede de justiça.  Em se tratando de instituição religiosa, no entanto, há muito os representantes oficiais da fé cristã têm perdido credibilidade e relevância. E nós muitas vezes confundimos Cristo com cristianismo, o que se trata de um pecado quase imperdoável.</p>
<p>Thomas Merton (1915-1968), sobre quem escrevi em meu livro Somos Um, foi um monge católico que bebeu na fonte da mística cristã em São João da Cruz, e que no fim da vida promoveu o diálogo interreligioso com monges tibetanos, não para renegar sua fé, mas entendendo que sua herança cristã de dois milênios e que ele não tinha a pretensão de conhecer por completo no tempo de uma única existência, poderia beneficiar-se do diálogo com outra herança igualmente rica, uma vez que Deus não é cristão, kardecista, muçulmano, adepto das religiões afro, hindu, e a grandeza de seu mistério é simplesmente insondável.</p>
<p>Eu tenho a nítida sensação e a firme convicção de que o futuro da fé e a força da mensagem cristã passam por uma atitude de abertura ao diferente, uma postura de abnegação e de serviço ao outro, seja este quem for.</p>
<p>Ainda sonho com um mundo melhor. E um mundo melhor significa diálogo.</p>
<p align="center"><em>Mas se depois de cantar<br />
Você ainda quiser me atirar<br />
Mate-me logo<br />
À tarde, às três<br />
Que à noite eu<br />
Tenho um compromisso<br />
E não posso faltar&#8230;</em></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.jorgecamargo.com.br/destaques/dialogo-interreligioso-e-eu-com-isso/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>1974 &#8211; A COPA COLORIDA</title>
		<link>http://www.jorgecamargo.com.br/blog/1974-a-copa-colorida/</link>
		<comments>http://www.jorgecamargo.com.br/blog/1974-a-copa-colorida/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 08 Jun 2010 23:11:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jorge Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Blog do Jorge]]></category>
		<category><![CDATA[alemanha]]></category>
		<category><![CDATA[copa]]></category>
		<category><![CDATA[coração]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.jorgecamargo.com.br/?p=758</guid>
		<description><![CDATA[A copa de 74, na Alemanha,  já assisti de TV colorida.
O time do Brasil era o de 70 envelhecido, e sem Pelé. Aí deu no que deu. Eliminação na segunda fase, diante da sensação da competição, a Holanda, chamada&#8230;]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A copa de 74, na Alemanha,  já assisti de TV colorida.</p>
<p>O time do Brasil era o de 70 envelhecido, e sem Pelé. Aí deu no que deu. Eliminação na segunda fase, diante da sensação da competição, a Holanda, chamada de &#8220;Laranja Mecânica&#8221;.</p>
<p>Além das cores vivas saltando do televisor, lembro-me que foi um tempo de perda na família: meu tio Argenor, apelidado de Cipó, segundo meu pai, um grande goleiro.</p>
<p>A final, recordo de ter visto em casa mesmo, torcendo pra que vencesse o melhor. E deu Alemanha contra a Holanda, 2&#215;1. Os germânicos beberam suco de laranja como prêmio.</p>
<p>E o futebol continuou encontrando cada vez mais espaço em meu coração.</p>
<p>Emoções mais fortes estavam por vir&#8230;<img class="aligncenter size-full wp-image-759" title="copa-alemanha-1974-01" src="http://www.jorgecamargo.com.br/adminsite/wp-content/uploads/2010/06/copa-alemanha-1974-01.jpg" alt="copa-alemanha-1974-01" /></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.jorgecamargo.com.br/blog/1974-a-copa-colorida/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>AS COPAS DA MINHA VIDA</title>
		<link>http://www.jorgecamargo.com.br/destaques/as-copas-da-minha-vida/</link>
		<comments>http://www.jorgecamargo.com.br/destaques/as-copas-da-minha-vida/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 05 Jun 2010 15:36:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jorge Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Arte]]></category>
		<category><![CDATA[Futebol]]></category>
		<category><![CDATA[magia]]></category>
		<category><![CDATA[Poesia]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.jorgecamargo.com.br/?p=754</guid>
		<description><![CDATA[Às portas de mais uma Copa do Mundo, resolvi escrever sobre as Copas da minha vida.
A primeira que assisti, foi a de 70.
À época com 7 anos, lembro-me de ter visto, no quarto dos meus pais, as imagens&#8230;]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Às portas de mais uma Copa do Mundo, resolvi escrever sobre as Copas da minha vida.</p>
<p>A primeira que assisti, foi a de 70.</p>
<p>À época com 7 anos, lembro-me de ter visto, no quarto dos meus pais, as imagens consagradoras da nossa seleção no jogo final contra a Itália. O primeiro gol, de cabeça, com Pelé (o maior de todos. Eu vi!), o segundo de Gerson, o terceiro de Jairzinho, e o quarto, aquela pintura, do Carlos Alberto.</p>
<p>Mas a memória mais marcante para mim, é a da TV, em preto e branco, que tinha uma película de plástico com as três cores básicas, azul, verde e vermelho, colada sobre a tela, para dar a ilusão de que era colorida&#8230;rs</p>
<p>Naqueles dias, nasceu o meu amor pelo futebol, que quando bem jogado, não deixa de ser arte, poesia e magia em forma de bola.<img class="aligncenter size-full wp-image-755" title="42-16935174" src="http://www.jorgecamargo.com.br/adminsite/wp-content/uploads/2010/06/futebol.jpg" alt="42-16935174" /></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.jorgecamargo.com.br/destaques/as-copas-da-minha-vida/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>FELIZ ANIVERSÁRIO, MÃE</title>
		<link>http://www.jorgecamargo.com.br/destaques/feliz-aniversario-mae/</link>
		<comments>http://www.jorgecamargo.com.br/destaques/feliz-aniversario-mae/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 28 May 2010 22:52:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jorge Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[celebração]]></category>
		<category><![CDATA[Mãe]]></category>
		<category><![CDATA[Saudade]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.jorgecamargo.com.br/?p=748</guid>
		<description><![CDATA[Hoje, 28 de maio, minha mãe, Vanira, de olhos verdes e límpidos, faria 70 anos.
Impossível não lembrar a data, não imaginar como estaria entre os seus, não ouvir sua voz, observar as nuances de suas expressões, a simplicidade de&#8230;]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Hoje, 28 de maio, minha mãe, Vanira, de olhos verdes e límpidos, faria 70 anos.</p>
<p>Impossível não lembrar a data, não imaginar como estaria entre os seus, não ouvir sua voz, observar as nuances de suas expressões, a simplicidade de seus comentários, desfrutar do carinho de suas palavras, sempre chamando meu nome no diminutivo (coisa de mãe pra quem o filho é sempre criança, não é mesmo?). Ela, no entanto, partiu há quase quatro anos.</p>
<p>Costumo dizer a quem está por perto que, apesar da saudade, há certa dose de doçura nessa dor.</p>
<p>Fruto da certeza de que tudo entre nós foi equacionado ao longo da vida, de modo que, quando sua partida se deu, estávamos em paz, como estivemos quase sempre.</p>
<p>Isso só faz aumentar a nostalgia da ausência.</p>
<p>Mas, como já disse o Djavan, “a vida segue o seu lamento&#8230;”</p>
<p>Lamento que é momento.</p>
<p>Porque logo vem o instante da celebração.</p>
<p>E eu celebro sua vida, mãe. Porque quando celebro a sua, celebro também a minha.</p>
<p>Lembrar você, pra mim, sempre,</p>
<p align="center">
<p align="center"><em>&#8220;É motivação à festa-vida</em></p>
<p align="center"><em>Fé e esperança, sonho, encanto</em></p>
<p align="center"><em>Trapos feitos roupas coloridas,</em></p>
<p align="center"><em>Transformando em riso a dor e o pranto&#8221;.</em></p>
<p align="center">
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-749" title="Mãe-menina" src="http://www.jorgecamargo.com.br/adminsite/wp-content/uploads/2010/05/Mãe-menina.jpg" alt="Mãe-menina" width="290" height="421" /></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.jorgecamargo.com.br/destaques/feliz-aniversario-mae/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>GENTE</title>
		<link>http://www.jorgecamargo.com.br/destaques/gente/</link>
		<comments>http://www.jorgecamargo.com.br/destaques/gente/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 20 May 2010 12:35:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jorge Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[gente]]></category>
		<category><![CDATA[psicologia]]></category>
		<category><![CDATA[sociologia]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.jorgecamargo.com.br/?p=744</guid>
		<description><![CDATA[A espiritualidade cristã nos últimos dois séculos tem ampliado seus horizontes em se tratando de ferramentas interpretativas.
A sociologia, por exemplo, têm aberto caminhos para novas leituras dos textos sagrados no âmbito das sociedades.
Já para lidar com os recônditos&#8230;]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A espiritualidade cristã nos últimos dois séculos tem ampliado seus horizontes em se tratando de ferramentas interpretativas.</p>
<p>A sociologia, por exemplo, têm aberto caminhos para novas leituras dos textos sagrados no âmbito das sociedades.</p>
<p>Já para lidar com os recônditos da alma humana, a psicologia tem sido uma aliada na busca de uma caminhada espiritual sadia e frutífera. É impressionante observar os Salmos, poemas e canções hebraicos antigos, repletos de percepções psicológicas profundas, que ecoam pelo tempo e chegam até nós com frescor e vitalidade, como se escritos anteontem e postados num blog qualquer que corre o mundo. Seu <em>twitter</em> tem milhões de seguidores, muitos deles anônimos, porém fieis.</p>
<p>Eu mesmo tenho lançado mão dessas ferramentas de auxílio já há muitos anos e em momentos cruciais da minha vida.</p>
<p>Alguns, mais céticos e dogmáticos, relutam em usar ou até mesmo aceitar ajuda psicológica, por exemplo.</p>
<p>Penso que têm seu caminho empobrecido.</p>
<p>Celebro tudo o que a providência divina suscita na mente e no coração de gente, colocado à disposição de gente, para que todos possamos ser gente com mais qualidade, espelhados em Deus, cujo anseio supremo foi o de tornar-se, ele mesmo, gente.</p>
<p>P.S.: E como poesia, conexão entre céu e terra, é a força criadora que move o mundo, um singelo poema dedicado a todos os que labutam na nobre tarefa do cuidado da alma&#8230;</p>
<p align="center"><em>MÉDICO FERIDO</em></p>
<p align="center"><em>Precioso esforço de ler</em></p>
<p align="center"><em>O que se passa na alma</em></p>
<p align="center"><em>Bendito empenho em prover</em></p>
<p align="center"><em>Consolo que anima e acalma</em></p>
<p align="center"><em> </em></p>
<p align="center"><em>É como ser um jardineiro</em></p>
<p align="center"><em>Que tem a fé, o dom de ver</em></p>
<p align="center"><em>Além das flores cavoucar</em></p>
<p align="center"><em>Trazer à tona um mundo inteiro</em></p>
<p align="center"><em> </em></p>
<p align="center"><em>É como um médico ferido</em></p>
<p align="center"><em>Que encarna o outro em seu sofrer</em></p>
<p align="center"><em>Veste suas dores e ao se olhar</em></p>
<p align="center"><em>Encontra um tesouro escondido</em></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.jorgecamargo.com.br/destaques/gente/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>CRISTÃO RELUTANTE</title>
		<link>http://www.jorgecamargo.com.br/blog/cristao-relutante/</link>
		<comments>http://www.jorgecamargo.com.br/blog/cristao-relutante/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 25 Apr 2010 11:43:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jorge Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Blog do Jorge]]></category>
		<category><![CDATA[cristão]]></category>
		<category><![CDATA[evangelho]]></category>
		<category><![CDATA[francisco]]></category>
		<category><![CDATA[relutante]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.jorgecamargo.com.br/?p=741</guid>
		<description><![CDATA[Nada como um bom título de CD, quadro ou livro. É feito cereja no bolo.
Foi a impressão que tive quando li a obra de Donald Spoto,  cujo título não poderia ser mais apropriado: Francisco de Assis, o Santo Relutante.&#8230;]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Nada como um bom título de CD, quadro ou livro. É feito cereja no bolo.</p>
<p>Foi a impressão que tive quando li a obra de Donald Spoto,  cujo título não poderia ser mais apropriado: Francisco de Assis, o Santo Relutante.</p>
<p>Um santo homem que dispensou o título, talvez por não achar-se digno dele.</p>
<p>Ou talvez por sua indiferença às instituições, seu desapego radical a tudo o que se cristaliza e acaba engessado.</p>
<p>Mas aí pensei em meu próprio bolo, minha trajetória de vida.</p>
<p>E o subtítulo da biografia de São Francisco me fez pensar em um subtítulo para a minha. Uma cereja nem um pouco saborosa.</p>
<p>Aí cheguei a esse aí em cima, “cristão relutante”.</p>
<p>Antes que me ataquem pedras (o mundo virtual é um lugar perfeito para esse tipo de comportamento), meu problema não é com Deus. Lembrei de uma canção do Keith Green (1953-1982), músico e compositor norte-americano que chacoalhou o ambiente da música cristã de lá no final da década de 1970, início da de 1980, intitulada “How can they live without Jesus?” (Como eles podem viver sem Jesus?):</p>
<p align="center"><em>Cause phonies have come</em></p>
<p align="center"><em>And wrongs been done</em></p>
<p align="center"><em>Even killing in Jesus´ name</em></p>
<p align="center"><em>And if you´ve been burned</em></p>
<p align="center"><em>It´s what I´ve learned</em></p>
<p align="center"><em>The Lord´s not the one to blame</em></p>
<p align="center"><em> </em></p>
<p align="center"><em>Em tradução bem livre, o que ele diz é o seguinte:</em></p>
<p align="center"><em> </em></p>
<p align="center"><em>Porque impostores têm vindo</em></p>
<p align="center"><em>Erros têm sido cometidos</em></p>
<p align="center"><em>Até mesmo matar-se em nome de Jesus</em></p>
<p align="center"><em>E se você tem se ‘decepcionado’</em></p>
<p align="center"><em>O que eu tenho aprendido</em></p>
<p align="center"><em>É que não devemos colocar a culpa em Deus</em></p>
<p>Minha relutância não é em relação à pessoa e à mensagem de Jesus. Amor ao próximo, misericórdia, generosidade, compaixão, sensibilidade, bom senso, a esses pensamentos, sentimentos e atos transbordando numa pessoa, não há coração de pedra que resista.</p>
<p>Minha relutância é ao que tem sido feito de tudo isso.</p>
<p>Empreendimentos milionários, organizações gigantescas, instituições burocráticas, templos suntuosos e na maioria das vezes inúteis parecem não combinar, não fazer sentido à luz da mensagem-pessoa.</p>
<p>Diante desse cenário esquizofrênico, talvez nos reste o silêncio.</p>
<p>E o sábio conselho do relutante Francisco, “prega o evangelho, se for preciso, use palavras.”</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.jorgecamargo.com.br/blog/cristao-relutante/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>BENDITAS ÁGUAS QUE FECHAM O VERÃO</title>
		<link>http://www.jorgecamargo.com.br/destaques/benditas-aguas-que-fecham-o-verao/</link>
		<comments>http://www.jorgecamargo.com.br/destaques/benditas-aguas-que-fecham-o-verao/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 19 Mar 2010 23:36:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jorge Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Esperança]]></category>
		<category><![CDATA[renovo]]></category>
		<category><![CDATA[verão]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.jorgecamargo.com.br/?p=736</guid>
		<description><![CDATA[Hoje, último dia de verão, choveu forte.
Depois do aguaceiro, alguns raios e trovões.
E então, das cinzas do caos, surgiu um amarelo mágico, único, que parece ter impregnado tudo: casa, rua, árvores, nuvens, olhos, como que a anunciar o&#8230;]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-737" title="Yellow Sky" src="http://www.jorgecamargo.com.br/adminsite/wp-content/uploads/2010/03/Yellow-Sky.jpg" alt="Yellow Sky" width="300" height="225" />Hoje, último dia de verão, choveu forte.</p>
<p>Depois do aguaceiro, alguns raios e trovões.</p>
<p>E então, das cinzas do caos, surgiu um amarelo mágico, único, que parece ter impregnado tudo: casa, rua, árvores, nuvens, olhos, como que a anunciar o fim da estação.</p>
<p>Impossível não se lembrar da obra-prima do Tom Jobim:</p>
<p align="center"><em>“são as águas de março fechando o verão,</em></p>
<p align="center"><em>é a promessa de vida no teu coração.”</em></p>
<p>Poucos versos no cancioneiro popular brasileiro são tão evangélicos (no bom sentido da palavra. Sim há um mau sentido. Há um estigma e algo que se construiu em torno dela, e no qual não quero tomar parte) como esse. Inclua-se nesse cancioneiro canções cristãs e não-cristãs (para mim a distinção é cada vez mais imperceptível).</p>
<p>O fim da estação e o início de outra, marcado pela chuva e hoje, para mim, pelo amarelo do fim de tarde, vem me dizer que a esperança está aí.</p>
<p>Não importa o quão escura tenha sido a noite do meu dia.</p>
<p>A despeito do não.</p>
<p>Contra todas as previsões e expectativas.</p>
<p>A vida se casou comigo. Prometeu-me entrega diária.</p>
<p>Por isso a tarde de hoje, a tarde que fechou o verão, foi tarde de celebração.</p>
<p>Foi tarde de renovo.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.jorgecamargo.com.br/destaques/benditas-aguas-que-fecham-o-verao/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>DE ONDE VEIO A LUA?</title>
		<link>http://www.jorgecamargo.com.br/blog/de-onde-veio-a-lua/</link>
		<comments>http://www.jorgecamargo.com.br/blog/de-onde-veio-a-lua/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 27 Feb 2010 14:15:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jorge Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Blog do Jorge]]></category>
		<category><![CDATA[artista]]></category>
		<category><![CDATA[Família]]></category>
		<category><![CDATA[lua]]></category>
		<category><![CDATA[mistério]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.jorgecamargo.com.br/?p=725</guid>
		<description><![CDATA[
Bia me perguntou de onde veio a lua.
Revirei na memória resquícios de meus parcos conhecimentos de astronomia. O esforço foi vão. Resgatei informações mínimas e inúteis.
Parti então para o ataque. E a arma do artista, diferente das dos&#8230;]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-727" title="moon_5" src="http://www.jorgecamargo.com.br/adminsite/wp-content/uploads/2010/02/moon_52.jpg" alt="moon_5" /></p>
<p>Bia me perguntou de onde veio a lua.</p>
<p>Revirei na memória resquícios de meus parcos conhecimentos de astronomia. O esforço foi vão. Resgatei informações mínimas e inúteis.</p>
<p>Parti então para o ataque. E a arma do artista, diferente das dos soldados, é a imaginação.</p>
<p>Disse a ela que a lua era filha da terra.</p>
<p>Sem titubear, Bia perguntou-me sobre as estrelas.</p>
<p>Eu disse que a terra era filha do sol, que era irmão das estrelas.</p>
<p>Que a lua, portanto, era neta das estrelas. O cosmos, o universo imensurável, feito de vácuo, de pó estelar, de cometas, de asteróides, de estrelas, planetas e luas, é todo ele uma grande família.</p>
<p>Constatei, mais uma vez, então, que os mistérios e as imensidões não se explicam, não são dissecados na mesa fria da lógica cientificista árida e sem vida.</p>
<p>Lembrei-me mais uma vez que a poesia e a arte se encarregam, não de explicar, mas de apresentar, de introduzir, de aproximar distâncias tão irreconciliáveis, grandezas tão avassaladoras, quando nos convidam a imaginar. <span><span><span><span>Que elas nos  tiram para dançar entre amigos e em amor  a dança daqueles que nos amam:  família.</span></span></span></span></p>
<p>Assim até a Trindade, ela mesma uma família coesa e amorosa que não se explica, dá sentido, traz inspiração à vida.</p>
<p>E Bia tem apenas cinco anos.</p>
<p>E Bia é fruto do meu amor.</p>
<p>E Bia é minha filha.</p>
<p>Parte iluminada de minha família.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.jorgecamargo.com.br/blog/de-onde-veio-a-lua/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>HAITI</title>
		<link>http://www.jorgecamargo.com.br/blog/haiti/</link>
		<comments>http://www.jorgecamargo.com.br/blog/haiti/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 22 Feb 2010 13:02:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jorge Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Blog do Jorge]]></category>
		<category><![CDATA[Dor]]></category>
		<category><![CDATA[haiti]]></category>
		<category><![CDATA[sonhos]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.jorgecamargo.com.br/?p=701</guid>
		<description><![CDATA[Meu querido amigo Gerson Borges e eu escrevemos esta canção para o Haiti...
<blockquote>HAITI<br /><br /></blockquote>
<blockquote>É grande
A tua dor aí
Bem antes
Do tremor ouvi...
Dessa angústia de não ser
Do desejo de crescer...</blockquote>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em> </em></p>
<p style="text-align: center;"><img class="size-full wp-image-702 aligncenter" title="child-haiti-reuters-Carlos-Barria-20100116-hg" src="http://www.jorgecamargo.com.br/adminsite/wp-content/uploads/2010/02/child-haiti-reuters-Carlos-Barria-20100116-hg.jpg" alt="child-haiti-reuters-Carlos-Barria-20100116-hg" width="220" height="113" /></p>
<p align="center"><em>Meu querido amigo Gerson Borges e eu escrevemos esta canção para o Haiti&#8230;<br />
</em></p>
<p align="center">
<p align="center">HAITI</p>
<p align="center">
<p align="center">É grande</p>
<p align="center">A tua dor aí</p>
<p align="center">Bem antes</p>
<p align="center">Do tremor ouvi&#8230;</p>
<p align="center">
<p align="center">Dessa angústia de não ser</p>
<p align="center">Do desejo de crescer</p>
<p align="center">O teu passado rico reviver</p>
<p align="center">
<p align="center">Da memória do terror</p>
<p align="center">Sempre escravo sem valor –</p>
<p align="center">A dor da alma é mais que qualquer dor</p>
<p align="center">
<p align="center">É grande</p>
<p align="center">A tua dor aí</p>
<p align="center">Bem antes</p>
<p align="center">Do tremor ouvi&#8230;</p>
<p align="center">
<p align="center">Quando a terra se abriu</p>
<p align="center">Tua gente engoliu</p>
<p align="center">E o pouco de esperança se esvaiu</p>
<p align="center">
<p align="center">Mas o dia então virá</p>
<p align="center">E a alegria chegará</p>
<p align="center">O tempo quando a vida reinará</p>
<p align="center">
<p align="center">Por tudo o que eu vi</p>
<p align="center">Eu choro aqui</p>
<p align="center">E peço a Deus por ti</p>
<p align="center">Por água e pão</p>
<p align="center">Por reconstrução</p>
<p align="center">Dos sonhos que vingarão</p>
<p align="center">
<p align="center">Terra doce e deslumbrante</p>
<p align="center">Povo amigo siga adiante, Haiti</p>
<p align="center">
<p align="center">Céu azul e o mar defronte</p>
<p align="center">Te abençoe o horizonte, Haiti!</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.jorgecamargo.com.br/blog/haiti/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>JORGE CAMARGO 30</title>
		<link>http://www.jorgecamargo.com.br/blog/jorge-camargo-30/</link>
		<comments>http://www.jorgecamargo.com.br/blog/jorge-camargo-30/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 26 Jan 2010 11:32:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jorge Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Blog do Jorge]]></category>
		<category><![CDATA[CD]]></category>
		<category><![CDATA[dvd]]></category>
		<category><![CDATA[projeto]]></category>
		<category><![CDATA[sonho]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.jorgecamargo.com.br/?p=696</guid>
		<description><![CDATA[Em novembro de 1980 fui ao antigo Teatro Nídia Lícia, na Rua Domingos de Moraes em São Paulo para assistir ao lançamento do Grupo Elo, Nova Canção. Abrindo a noite, Nelson Bomilcar ao violão dirigiu a platéia em algumas canções&#8230;]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em novembro de 1980 fui ao antigo Teatro Nídia Lícia, na Rua Domingos de Moraes em São Paulo para assistir ao lançamento do Grupo Elo, Nova Canção. Abrindo a noite, Nelson Bomilcar ao violão dirigiu a platéia em algumas canções de louvor. Foi a primeira vez que nos vimos. Semanas depois, a convite dele, entrei em estúdio para colocar violão em duas canções do novo disco dos Vencedores, Salmos.</p>
<p>Foi o início “oficial” da minha jornada pela música.</p>
<p>Em 2010, portanto, celebro 30 anos de história na música brasileira, popular e cristã.</p>
<p>O projeto, que ainda é um sonho, é o de registrar os momentos mais significativos dessa trajetória em um DVD-CD duplo. Trinta canções. As mais conhecidas e outras, algumas delas inéditas. Uma releitura do passado e uma aventura no futuro.</p>
<p>Quero ouvir sua sugestão sobre a canção (ou canções) que gostaria de ver/ouvir nesse projeto.</p>
<p>Vamos sonhá-lo juntos.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.jorgecamargo.com.br/blog/jorge-camargo-30/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>CONVITES 2010</title>
		<link>http://www.jorgecamargo.com.br/blog/convites-2010/</link>
		<comments>http://www.jorgecamargo.com.br/blog/convites-2010/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 18 Jan 2010 19:48:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jorge Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Blog do Jorge]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.jorgecamargo.com.br/?p=681</guid>
		<description><![CDATA[Para ter Jorge Camargo em sua cidade é simples: envie um e-mail para contato@jorgecamargo.com.br e solicite as informações de que necessita.
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Para ter Jorge Camargo em sua cidade é simples: envie um e-mail para contato@jorgecamargo.com.br e solicite as informações de que necessita.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.jorgecamargo.com.br/blog/convites-2010/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>O VELHO ESPELHO MÁGICO</title>
		<link>http://www.jorgecamargo.com.br/blog/o-velho-espelho-magico/</link>
		<comments>http://www.jorgecamargo.com.br/blog/o-velho-espelho-magico/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 24 Dec 2009 14:13:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jorge Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Blog do Jorge]]></category>
		<category><![CDATA[espelho]]></category>
		<category><![CDATA[Memórias]]></category>
		<category><![CDATA[Saudade]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.jorgecamargo.com.br/?p=676</guid>
		<description><![CDATA[Durante meus vinte e cinco anos morando com meus pais, o velho espelho da penteadeira de estilo clássico foi onipresente. Desde pequeno lembro-me de contemplá-lo para ajeitar o cabelo, a roupa, os sonhos e a alma. Mesmo depois, sempre quando&#8230;]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Durante meus vinte e cinco anos morando com meus pais, o velho espelho da penteadeira de estilo clássico foi onipresente. Desde pequeno lembro-me de contemplá-lo para ajeitar o cabelo, a roupa, os sonhos e a alma. Mesmo depois, sempre quando ia à casa de meus pais, passar por ele era quase que um ritual obrigatório, uma maneira de reconciliar-me comigo mesmo e com a minha própria história.</p>
<p>Na adolescência, inúmeras foram as vezes em que cantei e toquei diante dele pra corrigir a postura e vencer a timidez.</p>
<p>Ele foi um bom amigo, alguém que me encorajou a dizer as coisas que digo em verso, som e canção.</p>
<p>E até hoje me ajuda a ver-me como sou: registrando os cabelos caídos, as rugas que denunciam as marcas do tempo e o brilho nos olhos que me faz perseverar no que acredito.</p>
<p>Depois da morte de minha mãe, ele saiu de cima da penteadeira e foi para a casa dos meus sogros no interior.</p>
<p>Hoje, véspera de Natal, enquanto escrevo este texto, Verônica, uma de minhas filhas, está dançando diante dele, se imaginando a bailarina mirim que já é e a bailarina profissional que poderá vir a ser.</p>
<p>Ao presenciar a cena, singela e ao mesmo tempo sublime, foi impossível não deixar que minha mente viajasse no tempo, imaginando os personagens que passaram diante dele, os momentos por ele registrados, as histórias que ele ajudou a contar, as saudades que ele suscita.</p>
<p>Um espelho é um luzeiro. É, ao mesmo tempo, um depósito, um relicário de sentimentos, pensamentos e emoções.</p>
<p>Ao me olhar nele pela enésima vez, vasculho em meu rosto traços de esperança. E os encontro todos.</p>
<p>Como se não bastasse tantos registros, tantas marcas, tantas memórias, o velho espelho projeta o futuro.</p>
<p>É espelho mágico.</p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-677" title="espelho" src="http://www.jorgecamargo.com.br/adminsite/wp-content/uploads/2009/12/espelho.jpg" alt="espelho" /></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.jorgecamargo.com.br/blog/o-velho-espelho-magico/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>NATAL QUE RESISTE</title>
		<link>http://www.jorgecamargo.com.br/blog/natal-que-resiste/</link>
		<comments>http://www.jorgecamargo.com.br/blog/natal-que-resiste/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 09 Dec 2009 10:03:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jorge Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Blog do Jorge]]></category>
		<category><![CDATA[compaixão]]></category>
		<category><![CDATA[Natal]]></category>
		<category><![CDATA[solidariedade]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.jorgecamargo.com.br/?p=668</guid>
		<description><![CDATA[Eu já sei.
E você tem razão.
O mundo não é mais o mesmo.
Todas as grandes utopias, todos os sonhos revolucionários, todas as possibilidades de transformação transformaram-se em pó.
Olhando em muitas direções, o que se vê é desencanto.&#8230;]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Eu já sei.</p>
<p>E você tem razão.</p>
<p>O mundo não é mais o mesmo.</p>
<p>Todas as grandes utopias, todos os sonhos revolucionários, todas as possibilidades de transformação transformaram-se em pó.</p>
<p>Olhando em muitas direções, o que se vê é desencanto. Ausência de liderança. Falta de compaixão, de decência, de ética, de solidariedade.</p>
<p>E aí vem chegando o Natal, e no coração das pessoas de bem bate uma inquietação, uma certa angústia, um desejo quase frustrado de que tudo fosse diferente, que a vida fosse mais bela, mais valorizada, mais leve, mais gentil, mais nobre, mais viva.</p>
<p>A tentação inicial é a de ceder ao pessimismo, afinal, tantos Natais se passaram, e pouca coisa mudou. No entanto, o que seria de nosso pobre planeta se não houvesse Natal?</p>
<p>Se refletirmos bem, porque houve um Natal, porque Cristo nasceu e trouxe consigo a mensagem revolucionariamente doce da entrega a Deus e ao semelhante, o mundo ainda respira,</p>
<p>palpita,</p>
<p>reage,</p>
<p>desperta,</p>
<p>resiste,</p>
<p>enfrenta as forças do mal,</p>
<p>sonha,</p>
<p>vislumbra,</p>
<p>transcende,</p>
<p>transgride em favor da paz,</p>
<p>transpõe as barreiras do ódio e da indiferença</p>
<p>e prova a si mesmo que amar ainda é possível.</p>
<p>Por isso, não deixemos de celebrar. Por mais paradoxal que possa parecer, é preciso festejar. A festa é eucaristia, é lembrança repetida de um gesto que se eterniza e que renova a esperança que ele enseja, inspira.</p>
<p>A todos, um feliz Natal!</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.jorgecamargo.com.br/blog/natal-que-resiste/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>SONHOS NÃO ENVELHECEM</title>
		<link>http://www.jorgecamargo.com.br/blog/sonhos-nao-envelhecem/</link>
		<comments>http://www.jorgecamargo.com.br/blog/sonhos-nao-envelhecem/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 18 Nov 2009 10:55:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jorge Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Blog do Jorge]]></category>
		<category><![CDATA[eternidade]]></category>
		<category><![CDATA[piano]]></category>
		<category><![CDATA[Poesia]]></category>
		<category><![CDATA[sonho]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.jorgecamargo.com.br/?p=659</guid>
		<description><![CDATA[<em>“&#8230;agora eis que hoje tenho já oitenta e cinco anos; e ainda hoje estou tão forte como no dia em que Moisés me enviou; qual era a minha força então, tal é agora a minha força&#8230;”</em>
Josué 14:11
Nesta semana encostou&#8230;]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>“&#8230;agora eis que hoje tenho já oitenta e cinco anos; e ainda hoje estou tão forte como no dia em que Moisés me enviou; qual era a minha força então, tal é agora a minha força&#8230;”</em><br />
Josué 14:11</p>
<p>Nesta semana encostou um pequeno caminhão à porta de casa, descarregando um piano. Um amigo generoso me vendeu por um preço quase simbólico. Minha mente viajou no tempo, galopando, sobre o meu coração.<br />
Fui à vila simples onde vivi boa parte da infância e da adolescência. Relembrei o  início da paixão pela música, as primeiras notas ao violão, as primeiras aulas de piano e os exercícios  práticos que eu fazia na casa de minha tia Valda.<br />
Inviável.<br />
“Sem piano em casa não dá”, foi o que me disseram.<br />
Mais de trinta anos se passaram, e o piano finalmente chegou.<br />
Eu e todos em casa estamos animados pra aprender. Precisamos de um professor.<br />
No meu caso, não sei se vai dar.<br />
A chegada do piano, no entanto, tem sido uma profunda lição de vida.<br />
Sonhos são uma das poucas coisas na vida que não envelhecem!<br />
Eles são gerados no mundo da imaginação.<br />
São, portanto, parentes da poesia, parceiros da transcendência, amigos da eternidade.<br />
Prometo a mim mesmo que vou me empenhar no aprendizado.<br />
Mas já valeu o piano.<br />
E sempre valerá o sonho.<br />
<img class="alignnone size-full wp-image-662" title="piano" src="http://www.jorgecamargo.com.br/adminsite/wp-content/uploads/2009/11/piano1.jpg" alt="piano" width="375" height="281" /></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.jorgecamargo.com.br/blog/sonhos-nao-envelhecem/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>LANÇAMENTO DO LIVRO DE VENTO EM POPA</title>
		<link>http://www.jorgecamargo.com.br/blog/lancamento-do-livro-de-vento-em-popa/</link>
		<comments>http://www.jorgecamargo.com.br/blog/lancamento-do-livro-de-vento-em-popa/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 11 Nov 2009 12:10:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jorge Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Blog do Jorge]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Fé]]></category>
		<category><![CDATA[Lançamento]]></category>
		<category><![CDATA[Livro]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.jorgecamargo.com.br/?p=649</guid>
		<description><![CDATA[
Meu novo livro, De Vento em Popa &#8211; Fé Cristã e Música Popular Brasileira, será lançado no próximo dia 19 de novembro, quinta-feira às 19:00 hs na Livraria Cultura do Shopping Market Place.
Ele conta a história do disco homônimo,&#8230;]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-full wp-image-652" title="De vento em popa,compacto2" src="http://www.jorgecamargo.com.br/adminsite/wp-content/uploads/2009/11/De-vento-em-popacompacto2.jpg" alt="De vento em popa,compacto2" /><br />
Meu novo livro, De Vento em Popa &#8211; Fé Cristã e Música Popular Brasileira, será lançado no próximo dia 19 de novembro, quinta-feira às 19:00 hs na Livraria Cultura do Shopping Market Place.<br />
Ele conta a história do disco homônimo, que foi um divisor de águas em se tratando de música cristã brasileira, reflete sobre sua imensa contribuição, além de lançar um olhar para o futuro do diálogo entre fé cristã e cultura em nosso país.<br />
Conto com a sua presença.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.jorgecamargo.com.br/blog/lancamento-do-livro-de-vento-em-popa/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>UM MUNDO MENOR</title>
		<link>http://www.jorgecamargo.com.br/blog/um-mundo-menor/</link>
		<comments>http://www.jorgecamargo.com.br/blog/um-mundo-menor/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 09 Nov 2009 17:42:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jorge Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Blog do Jorge]]></category>
		<category><![CDATA[amigo]]></category>
		<category><![CDATA[céu]]></category>
		<category><![CDATA[rehder]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.jorgecamargo.com.br/?p=627</guid>
		<description><![CDATA[Ontem em Florianópolis, a caminho de casa, soube que o Rehder, Jorge como eu, parceiro de várias canções e um amigo de longa data, tomara também o caminho de casa, não a do sobrado singelo de Santo Amaro, que tantas vezes me recebeu pra um churrasco, risadas estrondosas, casos e piadas inesgotáveis, mas o do lar definitivo, habitação de gente com o tamanho e a grandeza de seu coração.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ontem em Florianópolis, a caminho de casa, soube que o Rehder, Jorge como eu, parceiro de várias canções e um amigo de longa data, tomara também o caminho de casa, não a do sobrado singelo de Santo Amaro, que tantas vezes me recebeu pra um churrasco, risadas estrondosas, casos e piadas inesgotáveis, mas o do lar definitivo, habitação de gente com o tamanho e a grandeza de seu coração.<br />
Na celebração de sua despedida, me convidaram pra cantar Ajuntamento.<br />
Antes, eu disse umas poucas palavras, disse que na madrugada do domingo, o mundo no qual Jorge viveu, com sua partida, ficou menos generoso, menos engraçado, menos belo, menos compassivo. O céu, no entanto, ao mesmo tempo está agora mais generoso, mais engraçado, mais belo, mais compassivo. Tenho saudades do céu. Estou com saudades de você, Jorge.</p>
<p>É isso o que dá pra dizer.<br />
<img class="aligncenter size-full wp-image-628" title="Jorge Rehder e Marilda" src="http://www.jorgecamargo.com.br/adminsite/wp-content/uploads/2009/11/Jorge-Rehder-e-Marilda.JPG" alt="Jorge Rehder e Marilda" /></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.jorgecamargo.com.br/blog/um-mundo-menor/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
	</channel>
</rss>
