Encontro quase que diariamente gente ferida pelas instituições religiosas, organizações que estendem seus tentáculos e oprimem, controlam, machucam.
Gente do bem, gente sensível, gente amorosa, gente que crê em Deus, que ama a vida, que ama o mundo, gente capaz de chorar quando se emociona, de se sensibilizar com a dor do outro, gente, como diria o Bono em sua canção “Grace”, que “finds beauty in everything” (encontra beleza em tudo).
E gente que é acusada, entre outras coisas, de relativizar o que é absoluto. Os guardiões das sãs doutrinas (seriam elas sãs mesmo?), afirmam que vivemos num mundo onde os valores divinos que são imutáveis e absolutos, são desafiados pelo relativismo.
Gostei de uma reflexão que o Brian McLaren fez do conceito de pós-modernidade: a pós-modernidade não relativiza o que é absoluto. Apenas admite que, diante do absoluto, nossas interpretações serão sempre relativas!
Nada mais humano.
Impossível não lembrar a voz rouca e angustiada do Renato Russo na canção “Monte Castelo”, parafraseando 1 Coríntios 13: “Estou acordado e todos dormem, todos dormem, todos dormem. Agora vejo em parte. Mas então veremos face a face.” E seu complemento, magistral: “é só o amor, é só o amor que conhece o que é verdade.”
Assuntos: Amor, renato russo, verdade




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