Assisti pela TV à participação do cientista Richard Dawkins, autor entre outros do livro ‘Deus um Delírio’ no festival literário de Parati.

Nunca estudei a fundo o evolucionismo na escola, nem jamais fui ateu.
Aprendi muito, portanto, com as reflexões desse controvertido evolucionista e promotor do ateísmo.
Primeiro, com sua profunda sensibilidade em relação às artes e à literatura. Os cientistas normalmente são rotulados de insensíveis para com as questões humanas. No caso do Sr. Dawkins, não me parece ser o caso.
O que mais me chamou a atenção, no entanto, foi sua visão da vida. Para ele, ela é uma só.
Isso me fez lembrar um pensamento que tenho sobre a vida após a morte, e que não é necessariamente fruto de minha herança cristã.
Se ao chegar ao outro lado, fosse informado de que há outras vidas, eu diria comigo mesmo, ‘bem, e eu que sempre pensei que ela fosse uma só…’ Se cresse que elas fossem muitas, e ao chegar ao outro lado, fosse informado de que ela era uma só… penso que seria bem complicado.
Melhor vivê-la intensamente.
Mas voltando ao Dr. Dawkins.
Compartilhamos desse sentimento de dignidade e de singularidade que envolve a vida que vivemos. Ele continua seu raciocínio dizendo que somos privilegiados por estar aqui. Na corrida dos espermatozóides, o nosso chegou primeiro…
E ele conclui dizendo que somos fruto de um fantástico acaso.
Achei muito interessante.
O Dr. Dawkins definitivamente é um homem sensível, um crítico ferrenho da religião, com certeza, mas de algum modo sedento, ávido por transcendência e espiritualidade. Como eu me sinto. E como muitos através da história se sentiram e expressaram esse sentimento em suas obras artísticas e literárias.
Afinal, haja sensibilidade pra chamar o acaso de ‘fantástico’!
Assuntos: acaso, ateísmo, Espiritualidade, transcendência




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