A crise financeira nos EUA impactou o mundo. Bolsas despencaram como nunca, os bancos tiveram suas estruturas abaladas e as pessoas se vêem perplexas e aturdidas.
De repente, caminhões e mais caminhões de dinheiro começam a aparecer dos cofres bem-guardados dos governos das nações mais ricas e a gente ouve falar em bilhões e mais bilhões disponibilizados. E que chegam à casa dos trilhões…
De onde apareceu tanto dinheiro meu Deus?
Inevitável não pensar na fome no mundo, um problema crônico, aparentemente insolúvel, recorrente, persistente, já quase que integrado à nossa visão conformista da realidade, ecoando as palavras de Jesus, “os pobres sempre os tereis convosco”… Talvez porque ele conhecesse como ninguém o coração ganancioso do homem.
O fato é que um pequeno porcentual de todos esses recursos disponibilizados com uma rapidez impressionante resolveria por completo o problema da fome no mundo.
Surgem, é claro, as racionalizações.
Os sistemas políticos e econômicos de muitos dos países mais afetados pela carestia impedem a ajuda pronta e definitiva.
E assim seguimos, explicando o inexplicável, complicando o simples, dificultando o fácil e tornando a vida na terra uma expressão coletiva de esquizofrenia.
Só nos resta a utopia de Jesus: “felizes os que têm fome…porque serão saciados”.
Assuntos: bolsas, crise, fome, utopia




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