Na manhã que se espreguiça erguendo-se com dificuldade, quando só o barulho dos aviões em rota de aproximação destoa do canto dos passáros e apenas o que se vê da janela dos fundos de casa é a rua vazia chorando a ausência dos carros é que o silêncio da alma vem falar.
Falar de sonhos acalentados e não realizados;
Digerir os pesadelos e a voz dos fantasmas que insistem em sua cruel perseguição;
Produzir a tensão entre a desistência e a esperança;
Acalmar a agitação de um dia plácido.
Assuntos: Cotidiano



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