“…agora eis que hoje tenho já oitenta e cinco anos; e ainda hoje estou tão forte como no dia em que Moisés me enviou; qual era a minha força então, tal é agora a minha força…”
Josué 14:11
Nesta semana encostou um pequeno caminhão à porta de casa, descarregando um piano. Um amigo generoso me vendeu por um preço quase simbólico. Minha mente viajou no tempo, galopando, sobre o meu coração.
Fui à vila simples onde vivi boa parte da infância e da adolescência. Relembrei o início da paixão pela música, as primeiras notas ao violão, as primeiras aulas de piano e os exercícios práticos que eu fazia na casa de minha tia Valda.
Inviável.
“Sem piano em casa não dá”, foi o que me disseram.
Mais de trinta anos se passaram, e o piano finalmente chegou.
Eu e todos em casa estamos animados pra aprender. Precisamos de um professor.
No meu caso, não sei se vai dar.
A chegada do piano, no entanto, tem sido uma profunda lição de vida.
Sonhos são uma das poucas coisas na vida que não envelhecem!
Eles são gerados no mundo da imaginação.
São, portanto, parentes da poesia, parceiros da transcendência, amigos da eternidade.
Prometo a mim mesmo que vou me empenhar no aprendizado.
Mas já valeu o piano.
E sempre valerá o sonho.

Assuntos: eternidade, piano, Poesia, sonho




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