Ontem em Florianópolis, a caminho de casa, soube que o Rehder, Jorge como eu, parceiro de várias canções e um amigo de longa data, tomara também o caminho de casa, não a do sobrado singelo de Santo Amaro, que tantas vezes me recebeu pra um churrasco, risadas estrondosas, casos e piadas inesgotáveis, mas o do lar definitivo, habitação de gente com o tamanho e a grandeza de seu coração.
Na celebração de sua despedida, me convidaram pra cantar Ajuntamento.
Antes, eu disse umas poucas palavras, disse que na madrugada do domingo, o mundo no qual Jorge viveu, com sua partida, ficou menos generoso, menos engraçado, menos belo, menos compassivo. O céu, no entanto, ao mesmo tempo está agora mais generoso, mais engraçado, mais belo, mais compassivo. Tenho saudades do céu. Estou com saudades de você, Jorge.
É isso o que dá pra dizer.
Assuntos: amigo, céu, rehder




Quer mais?