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	<title>Jorge Camargo &#187; Blog do Jorge</title>
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	<description>Travessia - Uma viagem literário-musical de sensibilidade e espiritualidade.</description>
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		<itunes:subtitle>Jorge Camargo</itunes:subtitle>
		<itunes:summary>Uma viagem literaacute;rio-musical de sensibilidade e espiritualidade.</itunes:summary>
		<itunes:author>Sala de Estar</itunes:author>
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			<title>Jorge Camargo</title>
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		<title>HAITI</title>
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		<pubDate>Mon, 22 Feb 2010 13:02:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jorge Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Blog do Jorge]]></category>
		<category><![CDATA[Dor]]></category>
		<category><![CDATA[haiti]]></category>
		<category><![CDATA[sonhos]]></category>

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		<description><![CDATA[Meu querido amigo Gerson Borges e eu escrevemos esta canção para o Haiti...
<blockquote>HAITI<br /><br /></blockquote>
<blockquote>É grande
A tua dor aí
Bem antes
Do tremor ouvi...
Dessa angústia de não ser
Do desejo de crescer...</blockquote>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em> </em></p>
<p style="text-align: center;"><img class="size-full wp-image-702 aligncenter" title="child-haiti-reuters-Carlos-Barria-20100116-hg" src="http://www.jorgecamargo.com.br/adminsite/wp-content/uploads/2010/02/child-haiti-reuters-Carlos-Barria-20100116-hg.jpg" alt="child-haiti-reuters-Carlos-Barria-20100116-hg" width="220" height="113" /></p>
<p align="center"><em>Meu querido amigo Gerson Borges e eu escrevemos esta canção para o Haiti&#8230;<br />
</em></p>
<p align="center">
<p align="center">HAITI</p>
<p align="center">
<p align="center">É grande</p>
<p align="center">A tua dor aí</p>
<p align="center">Bem antes</p>
<p align="center">Do tremor ouvi&#8230;</p>
<p align="center">
<p align="center">Dessa angústia de não ser</p>
<p align="center">Do desejo de crescer</p>
<p align="center">O teu passado rico reviver</p>
<p align="center">
<p align="center">Da memória do terror</p>
<p align="center">Sempre escravo sem valor –</p>
<p align="center">A dor da alma é mais que qualquer dor</p>
<p align="center">
<p align="center">É grande</p>
<p align="center">A tua dor aí</p>
<p align="center">Bem antes</p>
<p align="center">Do tremor ouvi&#8230;</p>
<p align="center">
<p align="center">Quando a terra se abriu</p>
<p align="center">Tua gente engoliu</p>
<p align="center">E o pouco de esperança se esvaiu</p>
<p align="center">
<p align="center">Mas o dia então virá</p>
<p align="center">E a alegria chegará</p>
<p align="center">O tempo quando a vida reinará</p>
<p align="center">
<p align="center">Por tudo o que eu vi</p>
<p align="center">Eu choro aqui</p>
<p align="center">E peço a Deus por ti</p>
<p align="center">Por água e pão</p>
<p align="center">Por reconstrução</p>
<p align="center">Dos sonhos que vingarão</p>
<p align="center">
<p align="center">Terra doce e deslumbrante</p>
<p align="center">Povo amigo siga adiante, Haiti</p>
<p align="center">
<p align="center">Céu azul e o mar defronte</p>
<p align="center">Te abençoe o horizonte, Haiti!</p>
]]></content:encoded>
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		<title>JORGE CAMARGO 30</title>
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		<pubDate>Tue, 26 Jan 2010 11:32:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jorge Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Blog do Jorge]]></category>
		<category><![CDATA[CD]]></category>
		<category><![CDATA[dvd]]></category>
		<category><![CDATA[projeto]]></category>
		<category><![CDATA[sonho]]></category>

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		<description><![CDATA[Em novembro de 1980 fui ao antigo Teatro Nídia Lícia, na Rua Domingos de Moraes em São Paulo para assistir ao lançamento do Grupo Elo, Nova Canção. Abrindo a noite, Nelson Bomilcar ao violão dirigiu a platéia em algumas canções&#8230;]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em novembro de 1980 fui ao antigo Teatro Nídia Lícia, na Rua Domingos de Moraes em São Paulo para assistir ao lançamento do Grupo Elo, Nova Canção. Abrindo a noite, Nelson Bomilcar ao violão dirigiu a platéia em algumas canções de louvor. Foi a primeira vez que nos vimos. Semanas depois, a convite dele, entrei em estúdio para colocar violão em duas canções do novo disco dos Vencedores, Salmos.</p>
<p>Foi o início “oficial” da minha jornada pela música.</p>
<p>Em 2010, portanto, celebro 30 anos de história na música brasileira, popular e cristã.</p>
<p>O projeto, que ainda é um sonho, é o de registrar os momentos mais significativos dessa trajetória em um DVD-CD duplo. Trinta canções. As mais conhecidas e outras, algumas delas inéditas. Uma releitura do passado e uma aventura no futuro.</p>
<p>Quero ouvir sua sugestão sobre a canção (ou canções) que gostaria de ver/ouvir nesse projeto.</p>
<p>Vamos sonhá-lo juntos.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>CONVITES 2010</title>
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		<pubDate>Mon, 18 Jan 2010 19:48:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jorge Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Blog do Jorge]]></category>

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		<description><![CDATA[Para ter Jorge Camargo em sua cidade é simples: envie um e-mail para contato@jorgecamargo.com.br e solicite as informações de que necessita.
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			<content:encoded><![CDATA[<p>Para ter Jorge Camargo em sua cidade é simples: envie um e-mail para contato@jorgecamargo.com.br e solicite as informações de que necessita.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>O VELHO ESPELHO MÁGICO</title>
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		<pubDate>Thu, 24 Dec 2009 14:13:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jorge Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Blog do Jorge]]></category>
		<category><![CDATA[espelho]]></category>
		<category><![CDATA[Memórias]]></category>
		<category><![CDATA[Saudade]]></category>

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		<description><![CDATA[Durante meus vinte e cinco anos morando com meus pais, o velho espelho da penteadeira de estilo clássico foi onipresente. Desde pequeno lembro-me de contemplá-lo para ajeitar o cabelo, a roupa, os sonhos e a alma. Mesmo depois, sempre quando&#8230;]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Durante meus vinte e cinco anos morando com meus pais, o velho espelho da penteadeira de estilo clássico foi onipresente. Desde pequeno lembro-me de contemplá-lo para ajeitar o cabelo, a roupa, os sonhos e a alma. Mesmo depois, sempre quando ia à casa de meus pais, passar por ele era quase que um ritual obrigatório, uma maneira de reconciliar-me comigo mesmo e com a minha própria história.</p>
<p>Na adolescência, inúmeras foram as vezes em que cantei e toquei diante dele pra corrigir a postura e vencer a timidez.</p>
<p>Ele foi um bom amigo, alguém que me encorajou a dizer as coisas que digo em verso, som e canção.</p>
<p>E até hoje me ajuda a ver-me como sou: registrando os cabelos caídos, as rugas que denunciam as marcas do tempo e o brilho nos olhos que me faz perseverar no que acredito.</p>
<p>Depois da morte de minha mãe, ele saiu de cima da penteadeira e foi para a casa dos meus sogros no interior.</p>
<p>Hoje, véspera de Natal, enquanto escrevo este texto, Verônica, uma de minhas filhas, está dançando diante dele, se imaginando a bailarina mirim que já é e a bailarina profissional que poderá vir a ser.</p>
<p>Ao presenciar a cena, singela e ao mesmo tempo sublime, foi impossível não deixar que minha mente viajasse no tempo, imaginando os personagens que passaram diante dele, os momentos por ele registrados, as histórias que ele ajudou a contar, as saudades que ele suscita.</p>
<p>Um espelho é um luzeiro. É, ao mesmo tempo, um depósito, um relicário de sentimentos, pensamentos e emoções.</p>
<p>Ao me olhar nele pela enésima vez, vasculho em meu rosto traços de esperança. E os encontro todos.</p>
<p>Como se não bastasse tantos registros, tantas marcas, tantas memórias, o velho espelho projeta o futuro.</p>
<p>É espelho mágico.</p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-677" title="espelho" src="http://www.jorgecamargo.com.br/adminsite/wp-content/uploads/2009/12/espelho.jpg" alt="espelho" /></p>
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		<title>NATAL QUE RESISTE</title>
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		<pubDate>Wed, 09 Dec 2009 10:03:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jorge Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Blog do Jorge]]></category>
		<category><![CDATA[compaixão]]></category>
		<category><![CDATA[Natal]]></category>
		<category><![CDATA[solidariedade]]></category>

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		<description><![CDATA[Eu já sei.
E você tem razão.
O mundo não é mais o mesmo.
Todas as grandes utopias, todos os sonhos revolucionários, todas as possibilidades de transformação transformaram-se em pó.
Olhando em muitas direções, o que se vê é desencanto.&#8230;]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Eu já sei.</p>
<p>E você tem razão.</p>
<p>O mundo não é mais o mesmo.</p>
<p>Todas as grandes utopias, todos os sonhos revolucionários, todas as possibilidades de transformação transformaram-se em pó.</p>
<p>Olhando em muitas direções, o que se vê é desencanto. Ausência de liderança. Falta de compaixão, de decência, de ética, de solidariedade.</p>
<p>E aí vem chegando o Natal, e no coração das pessoas de bem bate uma inquietação, uma certa angústia, um desejo quase frustrado de que tudo fosse diferente, que a vida fosse mais bela, mais valorizada, mais leve, mais gentil, mais nobre, mais viva.</p>
<p>A tentação inicial é a de ceder ao pessimismo, afinal, tantos Natais se passaram, e pouca coisa mudou. No entanto, o que seria de nosso pobre planeta se não houvesse Natal?</p>
<p>Se refletirmos bem, porque houve um Natal, porque Cristo nasceu e trouxe consigo a mensagem revolucionariamente doce da entrega a Deus e ao semelhante, o mundo ainda respira,</p>
<p>palpita,</p>
<p>reage,</p>
<p>desperta,</p>
<p>resiste,</p>
<p>enfrenta as forças do mal,</p>
<p>sonha,</p>
<p>vislumbra,</p>
<p>transcende,</p>
<p>transgride em favor da paz,</p>
<p>transpõe as barreiras do ódio e da indiferença</p>
<p>e prova a si mesmo que amar ainda é possível.</p>
<p>Por isso, não deixemos de celebrar. Por mais paradoxal que possa parecer, é preciso festejar. A festa é eucaristia, é lembrança repetida de um gesto que se eterniza e que renova a esperança que ele enseja, inspira.</p>
<p>A todos, um feliz Natal!</p>
]]></content:encoded>
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		<title>SONHOS NÃO ENVELHECEM</title>
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		<pubDate>Wed, 18 Nov 2009 10:55:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jorge Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Blog do Jorge]]></category>
		<category><![CDATA[eternidade]]></category>
		<category><![CDATA[piano]]></category>
		<category><![CDATA[Poesia]]></category>
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		<description><![CDATA[<em>“&#8230;agora eis que hoje tenho já oitenta e cinco anos; e ainda hoje estou tão forte como no dia em que Moisés me enviou; qual era a minha força então, tal é agora a minha força&#8230;”</em>
Josué 14:11
Nesta semana encostou&#8230;]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>“&#8230;agora eis que hoje tenho já oitenta e cinco anos; e ainda hoje estou tão forte como no dia em que Moisés me enviou; qual era a minha força então, tal é agora a minha força&#8230;”</em><br />
Josué 14:11</p>
<p>Nesta semana encostou um pequeno caminhão à porta de casa, descarregando um piano. Um amigo generoso me vendeu por um preço quase simbólico. Minha mente viajou no tempo, galopando, sobre o meu coração.<br />
Fui à vila simples onde vivi boa parte da infância e da adolescência. Relembrei o  início da paixão pela música, as primeiras notas ao violão, as primeiras aulas de piano e os exercícios  práticos que eu fazia na casa de minha tia Valda.<br />
Inviável.<br />
“Sem piano em casa não dá”, foi o que me disseram.<br />
Mais de trinta anos se passaram, e o piano finalmente chegou.<br />
Eu e todos em casa estamos animados pra aprender. Precisamos de um professor.<br />
No meu caso, não sei se vai dar.<br />
A chegada do piano, no entanto, tem sido uma profunda lição de vida.<br />
Sonhos são uma das poucas coisas na vida que não envelhecem!<br />
Eles são gerados no mundo da imaginação.<br />
São, portanto, parentes da poesia, parceiros da transcendência, amigos da eternidade.<br />
Prometo a mim mesmo que vou me empenhar no aprendizado.<br />
Mas já valeu o piano.<br />
E sempre valerá o sonho.<br />
<img class="alignnone size-full wp-image-662" title="piano" src="http://www.jorgecamargo.com.br/adminsite/wp-content/uploads/2009/11/piano1.jpg" alt="piano" width="375" height="281" /></p>
]]></content:encoded>
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		<title>LANÇAMENTO DO LIVRO DE VENTO EM POPA</title>
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		<pubDate>Wed, 11 Nov 2009 12:10:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jorge Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Blog do Jorge]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Fé]]></category>
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		<description><![CDATA[
Meu novo livro, De Vento em Popa &#8211; Fé Cristã e Música Popular Brasileira, será lançado no próximo dia 19 de novembro, quinta-feira às 19:00 hs na Livraria Cultura do Shopping Market Place.
Ele conta a história do disco homônimo,&#8230;]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-full wp-image-652" title="De vento em popa,compacto2" src="http://www.jorgecamargo.com.br/adminsite/wp-content/uploads/2009/11/De-vento-em-popacompacto2.jpg" alt="De vento em popa,compacto2" /><br />
Meu novo livro, De Vento em Popa &#8211; Fé Cristã e Música Popular Brasileira, será lançado no próximo dia 19 de novembro, quinta-feira às 19:00 hs na Livraria Cultura do Shopping Market Place.<br />
Ele conta a história do disco homônimo, que foi um divisor de águas em se tratando de música cristã brasileira, reflete sobre sua imensa contribuição, além de lançar um olhar para o futuro do diálogo entre fé cristã e cultura em nosso país.<br />
Conto com a sua presença.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>UM MUNDO MENOR</title>
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		<pubDate>Mon, 09 Nov 2009 17:42:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jorge Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Blog do Jorge]]></category>
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		<description><![CDATA[Ontem em Florianópolis, a caminho de casa, soube que o Rehder, Jorge como eu, parceiro de várias canções e um amigo de longa data, tomara também o caminho de casa, não a do sobrado singelo de Santo Amaro, que tantas vezes me recebeu pra um churrasco, risadas estrondosas, casos e piadas inesgotáveis, mas o do lar definitivo, habitação de gente com o tamanho e a grandeza de seu coração.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ontem em Florianópolis, a caminho de casa, soube que o Rehder, Jorge como eu, parceiro de várias canções e um amigo de longa data, tomara também o caminho de casa, não a do sobrado singelo de Santo Amaro, que tantas vezes me recebeu pra um churrasco, risadas estrondosas, casos e piadas inesgotáveis, mas o do lar definitivo, habitação de gente com o tamanho e a grandeza de seu coração.<br />
Na celebração de sua despedida, me convidaram pra cantar Ajuntamento.<br />
Antes, eu disse umas poucas palavras, disse que na madrugada do domingo, o mundo no qual Jorge viveu, com sua partida, ficou menos generoso, menos engraçado, menos belo, menos compassivo. O céu, no entanto, ao mesmo tempo está agora mais generoso, mais engraçado, mais belo, mais compassivo. Tenho saudades do céu. Estou com saudades de você, Jorge.</p>
<p>É isso o que dá pra dizer.<br />
<img class="aligncenter size-full wp-image-628" title="Jorge Rehder e Marilda" src="http://www.jorgecamargo.com.br/adminsite/wp-content/uploads/2009/11/Jorge-Rehder-e-Marilda.JPG" alt="Jorge Rehder e Marilda" /></p>
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		<title>OS INSTANTES DA ESTANTE</title>
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		<pubDate>Fri, 30 Oct 2009 13:39:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jorge Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Blog do Jorge]]></category>
		<category><![CDATA[Arte]]></category>
		<category><![CDATA[Espiritualidade]]></category>
		<category><![CDATA[estante]]></category>
		<category><![CDATA[imaginação]]></category>
		<category><![CDATA[legado]]></category>

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		<description><![CDATA[Minha primeira estante de partitura musical eu conheci na igreja quadrangular da Praça Olavo Bilac, ainda garoto.
Muitas outras vieram: a do professor de violão clássico, do Mozart Mello, meu mestre maior nas harmonias, da escola do Zimbo Trio, onde&#8230;]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Minha primeira estante de partitura musical eu conheci na igreja quadrangular da Praça Olavo Bilac, ainda garoto.<br />
Muitas outras vieram: a do professor de violão clássico, do Mozart Mello, meu mestre maior nas harmonias, da escola do Zimbo Trio, onde tomei contato com o mundo do contrabaixo, do Claudio Bertrami, um de nossos melhores baixistas e de quem tive a honra de ser aluno, do Paulinho Vieira, grande violinista e meu orientador de solfejos&#8230;<br />
Outras tantas estiveram diante de mim em palcos e púlpitos diversos, Brasil e mundo afora.<br />
Há também a velha estante de casa, testemunha de canções sem conta que sobre ela repousaram para que a minha imaginação pudesse correr e voar, e que hoje reparte seu espaço também com os livros que traduzo e cujo conteúdo eu ajudo a espalhar como sementes; que leio e que me leem.<br />
Amparada sobre três pés, ela é, entre muitas coisas, símbolo do apoio e do amparo divinos e humanos que permitem que a vida encontre esteio, rumo e prumo, seja frutífera e fecunda e que possa deixar um legado de arte, espiritualidade e beleza pra quem vier depois.<br />
<img src="http://www.jorgecamargo.com.br/adminsite/wp-content/uploads/2009/10/estantepartitura123234535.jpg" alt="estantepartitura123234535" title="estantepartitura123234535" class="alignright size-full wp-image-612" /></p>
]]></content:encoded>
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		<title>UM SONHO DE IGREJA</title>
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		<pubDate>Mon, 05 Oct 2009 12:12:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jorge Camargo</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Igreja]]></category>
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		<description><![CDATA[Em 2001 passei aproximadamente um mês na África, especificamente em Angola, na cidade do Lubango. À época o país ainda estava em guerra (que terminou em abril de 2002). A cidade, como o restante da nação, sofria as mais variadas consequências do conflito que se iniciara, primeiro em busca da independência de Portugal, mas que depois descambara num confronto fratricida.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em 2001 passei aproximadamente um mês na África, especificamente em Angola, na cidade do Lubango.<br />
À época o país ainda estava em guerra (que terminou em abril de 2002). A cidade, como o restante da nação, sofria as mais variadas consequências do conflito que se iniciara, primeiro em busca da independência de Portugal, mas que depois descambara num confronto fratricida.</p>
<p>Em meio a tantas dificuldades, observei que havia muitas igrejas de origem protestante na cidade representando várias denominações. Na comunidade onde o grupo que eu liderava trabalhou, muitas eram as atividades desenvolvidas em prol da comunidade como um todo. E em uma cidade sem qualquer tipo de opção de lazer e de cultura, a igreja se tornara um ponto de encontro, um pólo produtor de atividades culturais em suas mais variadas formas: música, dança, teatro, artesanato, etc. Um autêntico oásis num deserto de opções e de carências.</p>
<p>No meio daquele caos social, tive um vislumbre do que entendo ser a contribuição da igreja ao mundo.<br />
Sonhei uma igreja. O que seria de nós sem a possibilidade de sonhar?</p>
<p>Vamos ao sonho:</p>
<p style="padding-left: 30px;">Uma igreja cujo templo está localizado no centro da cidade, de fácil acesso e muita visibilidade.<br />
Suas portas estão abertas diariamente (ao contrário de muitos edifícios religiosos que funcionam somente nos dias de culto e que no restante do tempo permanecem trancafiados). Além dos cursos profissionalizantes, do atendimento aos necessitados, das parcerias com a prefeitura, o estado, o governo federal e a iniciativa privada, a igreja também possui um intenso calendário cultural que, diferente de outras que utilizam somente as datas cristãs para promover seus musicais, abre o espaço de seu imenso palco a uma programação intensa que contempla todos os estilos de música. Às quintas, por exemplo, uma camerata se apresenta no templo com repertório barroco e entrada franca, de modo que os moradores da cidade que apreciam música erudita têm oportunidade de assistir um concerto gratuito, além de apreciar os vitrais da velha catedral protestante, tomar um delicioso café no salão, servido pelos membros da comunidade, que usam esse tempo como oportunidade para servir e estabelecer amizades. Sem proselitismo. Sem forçar a barra. Amizade genuína e desinteressada.<br />
Às sextas a noite são de rock pesado. Os adolescentes e jovens da igreja, instruídos que são a cultivarem amizades fora dos muros de seu templo, veem na programação mensal que inclui o concerto de rock uma oportunidade de convidar seus amigos a conhecer o espaço e ouvir a música que ambos apreciam. E assim estarem mais perto. Curtirem a oportunidade de ser gente no meio de gente. Bem ao estilo de Jesus, que amava as festas e a possibilidade de estar cercado de gente.<br />
No rodízio de programação incluem-se shows de MPB, música alternativa, música instrumental de estilos variados, palestras sobre música e cultura, musicoterapia, etc.<br />
Algumas manhãs e tardes são reservadas às exposições: pintura, escultura, gravura, fotografia.<br />
Há também as mini-temporadas teatrais.<br />
Os saraus, com leitura de poemas.<br />
Os lançamentos de livros.<br />
Quantas opções de difusão de arte e cultura forem concebidas e viabilizadas.<br />
No espaço singelo de um templo.<br />
No espaço do coração e da mente arejada de uma comunidade que existe para servir o mundo e contagiá-lo com boas obras, serviço abnegado e amor sem limites.<br />
Estou perto de despertar de meu sonho quando alguém toca em meu ombro e diz, “quero agradecer ao pastor da igreja por abrir as portas do templo e do coração para me receber. Não imaginei que esse espaço pudesse servir a tantas possibilidades. Qual é mesmo o horário dos cultos aqui?”</p>
<p>Acordo acreditando que a igreja ainda possa ser lugar de encontro, de acolhimento, de sorriso, de mentes e corações desarmados.<br />
Mas tudo isso ainda é apenas um sonho.</p>
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		<title>A DIFÍCIL ARTE DE SER MULHER</title>
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		<pubDate>Tue, 15 Sep 2009 13:19:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jorge Camargo</dc:creator>
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		<category><![CDATA[alma]]></category>
		<category><![CDATA[capitalismo]]></category>
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		<description><![CDATA[Hours  concours  em  Cannes,  um  dos  filmes  de maior sucesso no badalado festival  francês foi &#8220;Ágora&#8221;, direção de Alejandro Amenabar.
A estrela é a inglesa  Rachel Weiz, premiada com o Oscar 2006 de melhor atriz coadjuvante em &#8220;O jardineiro fiel&#8221;,&#8230;]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignright size-full wp-image-593" title="agora-poster-2-343x490" src="http://www.jorgecamargo.com.br/adminsite/wp-content/uploads/2009/09/agora-poster-2-343x490.jpg" alt="agora-poster-2-343x490" />Hours  concours  em  Cannes,  um  dos  filmes  de maior sucesso no badalado festival  francês foi &#8220;Ágora&#8221;, direção de Alejandro Amenabar.</p>
<p>A estrela é a inglesa  Rachel Weiz, premiada com o Oscar 2006 de melhor atriz coadjuvante em &#8220;O jardineiro fiel&#8221;, dirigido por Fernando Meirelles.   Em  &#8220;Ágora&#8221;  ela  interpreta  Hipácia,  única  mulher  da  Antiguidade a se  destacar  como cientista. Astrônoma, física, matemática e filósofa, Hipácia  nasceu  em  370,  em  Alexandria. Foi a última grande cientista de renome a  trabalhar  na  lendária  biblioteca  daquela cidade egípcia. Na Academia de  Atenas  ocupou,  aos 30 anos, a cadeira de Plotino. Escreveu tratados sobre  Euclides  e  Ptolomeu,  desenvolveu  um  mapa  de  corpos  celestes e teria  inventado novos modelos de astrolábio, planisfério e hidrômetro.</p>
<p>Neoplatônica,  Hipácia  defendia  a  liberdade de religião e de pensamento. Acreditava  que  o  Universo  era  regido por leis matemáticas. Tais ideias  suscitaram  a  ira de fundamentalistas cristãos que, em plena decadência do  Império Romano, lutavam por conquistar a hegemonia cultural.</p>
<p>Em  415,  instigados  por Cirilo, bispo de Alexandria, fanáticos arrastaram  Hipácia  a uma igreja, esfolaram-na com cacos de cerâmica e conchas e, após  assassiná-la,  atiraram  o  corpo  a uma fogueira. Sua morte selou, por mil  anos, a estagnação da matemática ocidental. Cirilo foi canonizado por Roma.</p>
<p>O filme de Amenabar é pertinente nesse momento em que o fanatismo religioso se  revigora  mundo afora. Contudo, toca também outro tema mais profundo: a pressão  contra  a  mulher.  Hoje,  ela  se  manifesta  por  recursos  tão sofisticados  que chegam  a convencer as próprias mulheres de que esse é o caminho certo da libertação feminina.</p>
<p>Na  sociedade capitalista, onde o lucro impera acima de todos os valores, o  padrão machista de cultura associa erotismo e mercadoria. A isca é a imagem  estereotipada  da  mulher.  Sua  autoestima  é  deslocada  para o sentir-se  desejada; seu corpo é violentamente modelado segundo padrões consumistas de  beleza; seus atributos físicos se tornam onipresentes.</p>
<p>Onde  há  oferta  de  produtos  &#8211;  TV,  internet, outdoor, revista, jornal,  folheto,  cartaz  afixado  em  veículos,  e  o  merchandising  embutido  em  telenovelas  &#8211;  o que se vê é uma profusão de seios, nádegas, lábios, coxas  etc.  É  o açougue virtual. Hipácia é castrada em sua inteligência, em seus  talentos  e  valores  subjetivos, e agora dilacerada pelas conveniências do  mercado. É sutilmente esfolada na ânsia de atingir a perfeição.   Segundo  a  ironia  da  Ciranda  da bailarina, de Edu Lobo e Chico Buarque,  &#8220;Procurando bem / todo mundo tem pereba / marca de bexiga ou vacina / e tem  piriri,  tem  lombriga,  tem ameba / só a bailarina que não tem&#8221;. Se tiver,  será  execrada  pelos padrões machistas por ser gorda, velha, sem atributos  físicos que a tornem desejável.</p>
<p>Se  abre  a  boca, deve falar de emoções, nunca de valores; de fantasias, e  não  de  realidade;  da vida privada e não da pública (política). E aceitar  ser  lisonjeiramente  reduzida à irracionalidade analógica: &#8220;gata&#8221;, &#8220;vaca&#8221;,  &#8220;avião&#8221;, &#8220;melancia&#8221; etc.   Para  evitar  ser  execrada, agora Hipácia deve controlar o peso à custa de  enormes  sacrifícios  (quem  dera  destinasse  aos  famintos o que deixa de  ingerir&#8230;),  mudar o vestuário o mais frequentemente possível, submeter-se  à  cirurgia plástica por mera questão de vaidade (e pensar que este ramo da  medicina foi criado para corrigir anomalias físicas e não para dedicar-se a  caprichos estéticos).</p>
<p>Toda  mulher  sabe:  melhor  que ser atraente, é ser amada. Mas o amor é um  valor  anticapitalista. Supõe solidariedade e não  competitividade; partilha  e  não  acúmulo;  doação  e  não  possessão.  E o machismo impregnado nessa  cultura voltada ao consumismo teme a alteridade feminina. Melhor fomentar a  mulher-objeto (de consumo).</p>
<p>Na  guerra dos sexos, historicamente é o homem quem dita o lugar da mulher&#8230;  Ele  tem  a  posse  dos  bens  (patrimônio);  a  ela cabe o cuidado da casa  (matrimônio).  E,  é  claro,  ela  é  incluída  entre  os  bens&#8230;  Vide  o  tradicional costume de, no casamento, incluir o sobrenome do marido ao nome da mulher.</p>
<p>No  Brasil  colonial,  dizia-se  que  à  mulher  do  senhor de escravos era  permitido  sair  de  casa  apenas  três  vezes: para ser batizada, casada e<br />
enterrada&#8230; Ainda hoje, a Hipácia interessada em matemática e filosofia é,  no  mínimo,  uma ameaça aos homens que não querem compartir, e sim dominar. Eles são repletos de vontades e parcos de inteligência, ainda que cultos.   Se  o  atrativo é o que se vê, por que o espanto ao saber que a média atual  de  durabilidade  conjugal no Brasil é de sete anos? Como exigir que homens  se interessem por mulheres que carecem de atributos físicos ou quando estes  são vencidos pela idade?</p>
<p>Pena  que  ainda  não inventaram botox para a alma. E nem cirurgia plástica  para a subjetividade.</p>
<p>Frei Betto *<br />
*Escritor e assessor de movimentos sociais.</p>
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		<title>DE VENTO EM POPA, O LIVRO</title>
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		<pubDate>Wed, 02 Sep 2009 10:30:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jorge Camargo</dc:creator>
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		<category><![CDATA[De Vento em Popa]]></category>
		<category><![CDATA[Livro]]></category>
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		<description><![CDATA[O disco De Vento em Popa representou um marco, um divisor de águas em se tratando de música brasileira, contemporânea e cristã.
Escrevi a história desse disco como minha dissertação de mestrado em ciências da religião na universidade Mackenzie, em&#8230;]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O disco De Vento em Popa representou um marco, um divisor de águas em se tratando de música brasileira, contemporânea e cristã.<br />
Escrevi a história desse disco como minha dissertação de mestrado em ciências da religião na universidade Mackenzie, em 2005.<br />
Ele agora se transformou em livro, e deve sair ainda em outubro (www.editorareflexao.com.br).<br />
Aguardem informações sobre os dias e o locais de lançamento.<br />
<img src="http://www.jorgecamargo.com.br/adminsite/wp-content/uploads/2009/09/de-vento-em-popacompacto2.jpg" alt="de-vento-em-popacompacto2" title="de-vento-em-popacompacto2" class="alignright size-full wp-image-580" /></p>
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		<title>ACASO FANTÁSTICO</title>
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		<pubDate>Tue, 18 Aug 2009 10:21:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jorge Camargo</dc:creator>
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		<category><![CDATA[ateísmo]]></category>
		<category><![CDATA[Espiritualidade]]></category>
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		<description><![CDATA[Assisti pela TV à participação do cientista Richard Dawkins, autor entre outros do livro &#8216;Deus um Delírio&#8217; no festival literário de Parati.

Nunca estudei a fundo o evolucionismo na escola, nem jamais fui ateu.
Aprendi muito, portanto, com as reflexões&#8230;]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Assisti pela TV à participação do cientista Richard Dawkins, autor entre outros do livro &#8216;Deus um Delírio&#8217; no festival literário de Parati.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="size-full wp-image-569  aligncenter" title="richard-dawkins" src="http://www.jorgecamargo.com.br/adminsite/wp-content/uploads/2009/08/richard-dawkins.jpg" alt="richard-dawkins" width="384" height="217" /></p>
<p>Nunca estudei a fundo o evolucionismo na escola, nem jamais fui ateu.<br />
Aprendi muito, portanto, com as reflexões desse controvertido evolucionista e promotor do ateísmo.<br />
Primeiro, com sua profunda sensibilidade em relação às artes e à literatura. Os cientistas normalmente são rotulados de insensíveis para com as questões humanas. No caso do Sr. Dawkins, não me parece ser o caso.<br />
O que mais me chamou a atenção, no entanto, foi sua visão da vida. Para ele, ela é uma só.<br />
Isso me fez lembrar um pensamento que tenho sobre a vida após a morte, e que não é necessariamente fruto de minha herança cristã.<br />
Se ao chegar ao outro lado, fosse informado de que há outras vidas, eu diria comigo mesmo, &#8216;bem, e eu que sempre pensei que ela fosse uma só&#8230;&#8217; Se cresse que elas fossem muitas, e ao chegar ao outro lado, fosse informado de que ela era uma só&#8230; penso que seria bem complicado.<br />
Melhor vivê-la intensamente.<br />
Mas voltando ao Dr. Dawkins.<br />
Compartilhamos desse sentimento de dignidade e de singularidade que envolve a vida que vivemos. Ele continua seu raciocínio dizendo que somos privilegiados por estar aqui. Na corrida dos espermatozóides, o nosso chegou primeiro&#8230;<br />
E ele conclui dizendo que somos fruto de um fantástico acaso.<br />
Achei muito interessante.<br />
O Dr. Dawkins definitivamente é um homem sensível, um crítico ferrenho da religião, com certeza, mas de algum modo sedento, ávido por transcendência e espiritualidade. Como eu me sinto. E como muitos através da história se sentiram e expressaram esse sentimento em suas obras artísticas e literárias.<br />
Afinal, haja sensibilidade pra chamar o acaso de &#8216;fantástico&#8217;!</p>
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		<title>DISCOS QUE FIZERAM A MINHA CABEÇA V</title>
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		<pubDate>Thu, 06 Aug 2009 11:54:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jorge Camargo</dc:creator>
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		<category><![CDATA[caçador de mim]]></category>
		<category><![CDATA[MPB]]></category>
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		<description><![CDATA[Em 1981, o disco marcante é Caçador de Mim, novamente de Milton Nascimento.
Muitas são as canções a destacar, começando pela canção título, um grande exemplo de diálogo entre teologia e MPB. Sem falar na melodia, e no solo inesquecível&#8230;]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.jorgecamargo.com.br/adminsite/wp-content/uploads/2009/08/cacador-de-mim.jpg" alt="cacador-de-mim" title="cacador-de-mim" class="alignright size-full wp-image-564" />Em 1981, o disco marcante é Caçador de Mim, novamente de Milton Nascimento.<br />
Muitas são as canções a destacar, começando pela canção título, um grande exemplo de diálogo entre teologia e MPB. Sem falar na melodia, e no solo inesquecível de guitarra do Hélio Delmírio pra fechar a canção!<br />
Destaque também para Nos Bailes da Vida (a todos os artistas), Coração Civil (uma ode à democracia costariquenha), Bela Bela (em parceria com o poeta Ferreira Gullar) e Notícias do Brasil, outra canção apolíptico-revolucionária, cuja letra cai bem em tempos de escândalos políticos que há muito não são novidade.</p>
<p>Uma notícia está chegando lá do Maranhão<br />
Não deu no rádio, no jornal ou na televisão<br />
Veio no vento que soprava lá no litoral<br />
De Fortaleza, de Recife e de Natal </p>
<p>A boa nova foi ouvida em Belém, Manaus,<br />
João Pessoa, Teresina e Aracaju<br />
E lá do norte foi descendo pro Brasil central<br />
Chegou em Minas, já bateu bem lá no sul </p>
<p>Aqui vive um povo que merece mais respeito, sabe?<br />
Belo é o povo como é belo todo amor<br />
Aqui vive um povo que é mar e que é rio<br />
E seu destino é um dia se juntar </p>
<p>O canto mais belo será sempre mais sincero, sabe?<br />
Tudo quanto é belo será sempre de espantar<br />
Aqui vive um povo que cultiva a qualidade:<br />
Ser mais sábio que quem o quer governar </p>
<p>A novidade é que o Brasil não é só litoral<br />
É muito mais, é muito mais que qualquer zona sul<br />
Tem gente boa espalhada por esse Brasil<br />
Que vai fazer desse lugar um bom país </p>
<p>Uma notícia está chegando lá do interior<br />
Não deu no rádio, no jornal ou na televisão<br />
Ficar de frente para o mar, de costas pro Brasil<br />
Não vai fazer desse lugar um bom país</p>
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		<title>DISCOS QUE FIZERAM A MINHA CABEÇA IV</title>
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		<pubDate>Mon, 03 Aug 2009 20:32:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jorge Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Blog do Jorge]]></category>
		<category><![CDATA[Ivan Lins]]></category>
		<category><![CDATA[música boa]]></category>
		<category><![CDATA[música ruim]]></category>

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		<description><![CDATA[Em 1980, meu amigo Marinho e eu ouvimos juntos o Disco Novo Tempo de Ivan Lins. Nunca vou esquecer a expressão de assombro de ambos ao final da última faixa: estávamos diante de um disco magistral, que marcou nossa percepção&#8230;]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em 1980, meu amigo Marinho e eu ouvimos juntos o Disco Novo Tempo de Ivan Lins. Nunca vou esquecer a expressão de assombro de ambos ao final da última faixa: estávamos diante de um disco magistral, que marcou nossa percepção do que fosse boa música.<br />
Canções como a música título, Bilhete, Sertaneja, Setembro (ainda instrumental), e Arlequim (um de seus maiores sucessos internacionais).<br />
Os arranjos do Peranzetta, as letras de Vitor Martins, era tudo muito bom. Bons tempos que servem pra reforçar ainda mais o velho ditado do Jobim: &#8217;só há dois tipos de música, a boa e a ruim.&#8217;<img src="http://www.jorgecamargo.com.br/adminsite/wp-content/uploads/2009/08/ivan-lins.jpg" alt="ivan-lins" title="ivan-lins" class="alignright size-full wp-image-559" /></p>
]]></content:encoded>
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		<title>DISCOS QUE FIZERAM A MINHA CABEÇA III</title>
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		<pubDate>Thu, 30 Jul 2009 10:40:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jorge Camargo</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Milton Nascimento]]></category>
		<category><![CDATA[sentinela]]></category>
		<category><![CDATA[transcendência]]></category>

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		<description><![CDATA[No ano de 1979 o destaque vai para o disco de Milton Nascimento Sentinela. Penso que uma de suas obras primas. Lembro de me emocionar ao ouvi-lo pela primeira vez (e centenas de vezes em 30 anos). A canção título,&#8230;]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>No ano de 1979 o destaque vai para o disco de Milton Nascimento Sentinela. Penso que uma de suas obras primas. Lembro de me emocionar ao ouvi-lo pela primeira vez (e centenas de vezes em 30 anos). A canção título, Sentinela, gravada dentro de uma igreja, e tendo como backing vocals monges católicos cantando em estilo gregoriano dispensa comentários. Cantiga de Caicó, melodia de Heitor Villa-Lobos com letra de Teca Calazans é uma das gravações que considero mais belas e impressionantes da história da música popular brasileira. A extensão da voz de Milton é algo arrebatador. A nota mais aguda da canção se anuncia num constante crescendo. A poucos segundos dela a pergunta é se ela virá mesmo&#8230; E eis que vem. E o que se segue é encantamento e enlevo. Recomendo aos que acreditam que a arte também é um veículo de aproximação entre finitude e eternidade, racionalidade e transcendência.<img src="http://www.jorgecamargo.com.br/adminsite/wp-content/uploads/2009/07/sentinela.jpg" alt="sentinela" title="sentinela" class="alignright size-full wp-image-541" /></p>
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		<title>DISCOS QUE FIZERAM A MINHA CABEÇA II</title>
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		<pubDate>Mon, 27 Jul 2009 12:39:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jorge Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Blog do Jorge]]></category>
		<category><![CDATA[Chico Buarque]]></category>
		<category><![CDATA[ditadura]]></category>
		<category><![CDATA[MPB]]></category>

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		<description><![CDATA[O ano era 1978.
Lembro nitidamente o presente que meu pai me deu de aniversário: um disco de Chico Buarque.
Ainda em tempos de ditadura, que começava a dar sinais de desgate, nosso grande compositor podia enfim lançar sem censura&#8230;]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O ano era 1978.<br />
Lembro nitidamente o presente que meu pai me deu de aniversário: um disco de Chico Buarque.<br />
Ainda em tempos de ditadura, que começava a dar sinais de desgate, nosso grande compositor podia enfim lançar sem censura suas canções mais emblemáticas do período: Apesar de Você e Cálice.<br />
Havia ainda canções que compunham seu musical Ópera do Malandro (O Meu Amor, Homenagem ao Malandro e Pedaço de Mim, uma das obras mais pungentes do nosso cancioneiro popular), a de denúncia social, Pivete, Tanto Mar, enaltecendo a revolução dos cravos em Portugal (1974) e a deliciosa Feijoada Completa, entre outras.<br />
Foi o disco que fez com que eu me apaixonasse de vez pela MPB<img src="http://www.jorgecamargo.com.br/adminsite/wp-content/uploads/2009/07/disco_chico.jpg" alt="disco_chico" title="disco_chico" class="alignright size-full wp-image-534" /></p>
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		<title>DISCOS QUE FIZERAM A MINHA CABEÇA</title>
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		<pubDate>Sat, 25 Jul 2009 11:29:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jorge Camargo</dc:creator>
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		<category><![CDATA[discos]]></category>
		<category><![CDATA[memórias musicais]]></category>
		<category><![CDATA[roberto carlos]]></category>

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		<description><![CDATA[Minhas primeiras memórias musicais são da Jovem Guarda. Aos quatro anos de idade, meus olhos ficavam presos à TV nas jovens tardes de domingo. Minha referência artística, portanto, é de Roberto Carlos. Lembro-me de entrar no quarto da bagunça, apanhar&#8230;]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Minhas primeiras memórias musicais são da Jovem Guarda. Aos quatro anos de idade, meus olhos ficavam presos à TV nas jovens tardes de domingo. Minha referência artística, portanto, é de Roberto Carlos. Lembro-me de entrar no quarto da bagunça, apanhar a enceradeira e encaixar seu cabo no paliteiro de plástico (que lembrava o formato dos microfones da época&#8230;! rs) e sair cantando.<br />
Até mais ou menos os 18 anos, não perdia os discos anuais do Roberto. Depois, desencanei&#8230;rs<br />
Seu disco de 1977 acho um dos melhores de sua longa carreira. Canções como Amigo, Cavalgada, Força Estranha e Muito Romântico são as principais.<br />
Por hora é isso.<br />
Depois conto mais.<img src="http://www.jorgecamargo.com.br/adminsite/wp-content/uploads/2009/07/77-capa-a.jpg" alt="77-capa-a" title="77-capa-a" class="alignright size-full wp-image-529" /></p>
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		<title>ARTUR MENDES II</title>
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		<pubDate>Tue, 21 Jul 2009 10:56:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jorge Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Blog do Jorge]]></category>
		<category><![CDATA[eternidade]]></category>
		<category><![CDATA[relógio]]></category>
		<category><![CDATA[Tempo]]></category>
		<category><![CDATA[Vida]]></category>

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		<description><![CDATA[Mais uma letra dessa nova parceria&#8230;
RELÓGIO
&#8220;&#8230;também pôs a eternidade no coração do homem&#8230;&#8221; Eclesiastes 3:11
Relógio do tempo,
Das horas ao léu,
Minutos ao vento,
Segundos ao sol
Anda sem dó
Aplaca a dor
E é, da razão,&#8230;]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Mais uma letra dessa nova parceria&#8230;</p>
<p>RELÓGIO</p>
<p>&#8220;&#8230;também pôs a eternidade no coração do homem&#8230;&#8221; Eclesiastes 3:11</p>
<p>Relógio do tempo,<br />
Das horas ao léu,<br />
Minutos ao vento,<br />
Segundos ao sol</p>
<p>Anda sem dó<br />
Aplaca a dor<br />
E é, da razão,<br />
Implacável senhor</p>
<p>Relógio preciso,<br />
Suiço, inglês<br />
Que faz quem se atrasa<br />
Perder sua vez</p>
<p>Não tem noção<br />
De compaixão<br />
Existe apenas<br />
Pra ser direção</p>
<p>Relógio da alma<br />
De flor, de mel<br />
Minutos sem conta<br />
No vão do céu</p>
<p>Registra o que o tempo<br />
Não pode conter<br />
Sede de eternidade,<br />
De amor, de viver<br />
<img src="http://www.jorgecamargo.com.br/adminsite/wp-content/uploads/2009/07/clock_screen013.jpg" alt="clock_screen013" title="clock_screen013" class="alignright size-full wp-image-512" /></p>
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		<title>ARTUR MENDES</title>
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		<pubDate>Sat, 11 Jul 2009 12:26:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jorge Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Blog do Jorge]]></category>
		<category><![CDATA[artur]]></category>
		<category><![CDATA[Música]]></category>
		<category><![CDATA[mendes]]></category>
		<category><![CDATA[parceria]]></category>

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		<description><![CDATA[O Artur é um dos compositores e intérpretes do <em>Vento em Popa</em>, disco antológico da chamada MPB cristã. Seu solo na canção <em>Vou Chegar</em> é inesquecível.
Na onda de muitos novos parceiros com quem tenho escrito canções, o Artur é um&#8230;]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O Artur é um dos compositores e intérpretes do <em>Vento em Popa</em>, disco antológico da chamada MPB cristã. Seu solo na canção <em>Vou Chegar</em> é inesquecível.<br />
Na onda de muitos novos parceiros com quem tenho escrito canções, o Artur é um deles. Acabo de lhe enviar uma letra. Valeu, Artur. É uma honra pra mim ter meu nome ao lado do seu.</p>
<p>A VIDA</p>
<p>A vida é vento que anteontem soprou<br />
Que ontem decidiu rumar pro mar<br />
E que amanhã por mais que já se tentou<br />
Inda será um mistério a se explicar</p>
<p>A vida é broto que cedinho surgiu<br />
Que ao meio-dia transformou-se em flor<br />
E mesmo bela ao fim da tarde murchou<br />
Perdendo toda a força, a seiva e a cor</p>
<p>Ninguém, no entanto, inventou<br />
Alguma coisa, alguém melhor<br />
Nem planejou, nem concebeu<br />
Visão maior</p>
<p>A vida é canto que insiste em cantar<br />
Que encanta até quem se desencantou<br />
Que tem magia, tem feitiço no olhar<br />
E em seu sorriso o mundo se encontrou</p>
<p>E assim é que não se inventou<br />
Alguma coisa, alguém melhor<br />
Se planejou, se concebeu<br />
Visão maior</p>
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