Não vou gastar tempo falando da rivalidade entre brasileiros e argentinos. Isso tudo é uma grande bobagem.
Escrevo pra falar que me impressionou em alguns momentos a postura do Maradona como técnico. Tirando as caras e bocas, os comentários desnecessários e dispensáveis, houve alguns momentos em que Maradona se distinguiu de todos os outros técnicos. E eu explico: por exemplo, após a eliminação humilhante de sua seleção, ao ser questionado se seus comandados, a maioria milionários, eram dignos de representar seu país, a resposta, e o termo usado, foram no mínimo inusitados. “Meus comandados não vieram a esta competição por dinheiro. Eles estão em busca de glória.”
Tragédia e glória. Duas palavras presentes na história da humanidade. Duas expressões onipresentes na minha própria história. E na sua. Nada nos identifica melhor que a tensão constante entre estas duas realidades que nos perseguem implacavelmente. A vida se constrói sobre os alicerces da glória e da tragédia, que transformam a aventura humana na mais fascinante das viagens.
Por isso, prefiro um técnico de futebol poeta.
Mesmo que seja o Maradona.
Assuntos: glória, maradona, poeta




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