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	<title>Jorge Camargo &#187; Esperança</title>
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	<description>Travessia - Uma viagem literário-musical de sensibilidade e espiritualidade.</description>
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		<title>TÁ DOENDO</title>
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		<pubDate>Tue, 13 Jul 2010 22:31:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jorge Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Blog do Jorge]]></category>
		<category><![CDATA[Amor]]></category>
		<category><![CDATA[Dor]]></category>
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		<description><![CDATA[<strong>TÁ DOENDO</strong>
Na década de 1990, um dos muitos livros do Caio Fábio, uma referência em se tratando de espiritualidade cristã no país foi lançado, e tinha como título “O privilégio de poder simplesmente dizer ‘Tá Doendo ‘“.
Lembro-me da arte&#8230;]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;" align="center"><strong><img class="aligncenter size-full wp-image-784" title="band aid heart" src="http://www.jorgecamargo.com.br/adminsite/wp-content/uploads/2010/07/band-aid-heart.jpg" alt="band aid heart" width="208" height="184" />TÁ DOENDO</strong></p>
<p>Na década de 1990, um dos muitos livros do Caio Fábio, uma referência em se tratando de espiritualidade cristã no país foi lançado, e tinha como título “O privilégio de poder simplesmente dizer ‘Tá Doendo ‘“.</p>
<p>Lembro-me da arte da capa, com um <em>band-aid</em> em relevo pra ilustrar uma dor sob tratamento.</p>
<p>Eu e você vivemos num mundo forrado de feridas.</p>
<p>É tanta gente dolorida, e as razões para isso são as mais diversas: a perda de um ente querido ainda na infância ou de uma referência familiar até mesmo na vida adulta, os desencontros no amor, a falta de ânimo, a ausência de perspectiva, uma doença sorrateira e inesperada, um medo inexplicável e insistente.</p>
<p>Dores no corpo, dores com emoção, dores de alma.</p>
<p>Eu me incluo humildemente na lista dos doloridos.</p>
<p>Em parte pelas razões acima, em parte pelas próprias feridas que eu mesmo causei ou que me foram causadas por terceiros, não importa, as dores não escolhem direção nem guarida. Elas são o que são, e estão onde estão, pelo tempo que lhes convier. Simples assim.</p>
<p>Digo humildemente, porque já desisti de querer viver sem a presença enriquecedora e purificadora da dor. E mesmo que não quisesse viver sem ela, de nada importa. Ela é parte de minha condição humana, de meus limites, de minha finitude. Viver é também doer.</p>
<p>Mas, pensando bem, o que seria de nossa vida sem a possibilidade da cura para a dor? Haveria outro chamado para a esperança?</p>
<p>E talvez, de todas, a pergunta que não quer calar: como suportar a dor com dignidade?</p>
<p>Para tentar respondê-la, lanço mão da força da poesia, num verso de nosso compositor maior, Chico Buarque:</p>
<p align="center"><em>“<strong>Amar</strong> é iluminar a dor, como um missionário&#8230;”</em></p>
<p>Ou da bela estrofe de um grande amigo e parceiro, Gladir Cabral:</p>
<p align="center"><em>Deixe-se levar pelo<strong> amor</strong></em></p>
<p align="center"><em>Deixe-se molhar pelo mar</em></p>
<p align="center"><em>Deixe o sal tocar sua dor</em></p>
<p align="center"><em>Deixe a luz do sol consolar&#8230;</em></p>
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		<title>BENDITAS ÁGUAS QUE FECHAM O VERÃO</title>
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		<pubDate>Fri, 19 Mar 2010 23:36:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jorge Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Esperança]]></category>
		<category><![CDATA[renovo]]></category>
		<category><![CDATA[verão]]></category>

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		<description><![CDATA[Hoje, último dia de verão, choveu forte.
Depois do aguaceiro, alguns raios e trovões.
E então, das cinzas do caos, surgiu um amarelo mágico, único, que parece ter impregnado tudo: casa, rua, árvores, nuvens, olhos, como que a anunciar o&#8230;]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-737" title="Yellow Sky" src="http://www.jorgecamargo.com.br/adminsite/wp-content/uploads/2010/03/Yellow-Sky.jpg" alt="Yellow Sky" width="300" height="225" />Hoje, último dia de verão, choveu forte.</p>
<p>Depois do aguaceiro, alguns raios e trovões.</p>
<p>E então, das cinzas do caos, surgiu um amarelo mágico, único, que parece ter impregnado tudo: casa, rua, árvores, nuvens, olhos, como que a anunciar o fim da estação.</p>
<p>Impossível não se lembrar da obra-prima do Tom Jobim:</p>
<p align="center"><em>“são as águas de março fechando o verão,</em></p>
<p align="center"><em>é a promessa de vida no teu coração.”</em></p>
<p>Poucos versos no cancioneiro popular brasileiro são tão evangélicos (no bom sentido da palavra. Sim há um mau sentido. Há um estigma e algo que se construiu em torno dela, e no qual não quero tomar parte) como esse. Inclua-se nesse cancioneiro canções cristãs e não-cristãs (para mim a distinção é cada vez mais imperceptível).</p>
<p>O fim da estação e o início de outra, marcado pela chuva e hoje, para mim, pelo amarelo do fim de tarde, vem me dizer que a esperança está aí.</p>
<p>Não importa o quão escura tenha sido a noite do meu dia.</p>
<p>A despeito do não.</p>
<p>Contra todas as previsões e expectativas.</p>
<p>A vida se casou comigo. Prometeu-me entrega diária.</p>
<p>Por isso a tarde de hoje, a tarde que fechou o verão, foi tarde de celebração.</p>
<p>Foi tarde de renovo.</p>
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		<title>NATAL&#8230; TÉDIO OU ESPERANÇA?</title>
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		<pubDate>Tue, 23 Dec 2008 15:27:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jorge Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Blog do Jorge]]></category>
		<category><![CDATA[Canções]]></category>
		<category><![CDATA[Esperança]]></category>
		<category><![CDATA[Natal]]></category>
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		<description><![CDATA[Elas são fundo musical dos anúncios televisivos. Às vezes, compõem o som intermitente que ecoa pelos corredores largos e enfeitados dos muitos shopping centers espalhados pela cidade. Ou são ainda parte da sinfonia monótona e confusa, reproduzida nas caixas acústicas&#8230;]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Elas são fundo musical dos anúncios televisivos. Às vezes, compõem o som intermitente que ecoa pelos corredores largos e enfeitados dos muitos shopping centers espalhados pela cidade. Ou são ainda parte da sinfonia monótona e confusa, reproduzida nas caixas acústicas dependuradas desajeitadamente sobre as barracas dos camelôs no centro da cidade.<br />
Por certo, também povoam nossa memória infantil, reportando-nos à mesa cuidadosamente decorada, cercada por pais, irmãos e amigos, ou talvez  sirvam como lembrança incômoda de nossa frustração pela ausência da mesa farta ou daqueles que nos são queridos.<br />
São quase que impostas sobre nós pelo que chamamos de herança cultural. Ou seria pelo poder econômico? Não. Recuso-me a ser tão cético e ver a vida tão cinza e sem graça&#8230;<br />
Hoje, no entanto, às vésperas de mais um Natal, gostaria de deixar de lado a tradição, e mergulhar no exercício da tradução. Essas canções necessitam de uma revisão profunda. Não em si mesmas, mas a partir de nós, de como as lemos e assimilamos. Caso contrário, a proximidade das festas natalinas há de ser, como em tantas outras ocasiões, prenúncio de martírio, a ante-sala da depressão e da angústia.<br />
&#8220;Bate o sino pequenino, sino de Belém&#8230;&#8221;, o que seria dessa frase, senão uma repetição vazia, um convite à alienação, sem o complemento do segundo verso, &#8220;já nasceu o Deus-menino, para o nosso bem&#8221;? Como dizer que a noite é &#8220;feliz&#8221;, sem que brilhe &#8220;a estrela da paz&#8221;?<br />
Neste Natal, o grande desafio, antes de taparmos os ouvidos aos primeiros acordes daquelas velhas canções como sinal de irritação e protesto, é o de irmos fundo na essência da mensagem natalina: há esperança, há razão para nos alegrarmos e amarmos a vida, de lutarmos por ela.<br />
Temos ajuda do alto, força para encararmos dificuldades e tribulações. </p>
<p>O céu chegou mais perto.</p>
<p>Deus se fez amigo.</p>
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		<title>Esperança</title>
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		<pubDate>Thu, 20 Apr 2006 14:24:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jorge Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Blog do Jorge]]></category>
		<category><![CDATA[Citações]]></category>
		<category><![CDATA[Esperança]]></category>

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			<content:encoded><![CDATA[<p>A esperança faz toda a diferença. Uma existência sem esperança é o inferno hoje e aqui. Nem é preciso ter medo do vindouro. Por isso, eu quero mais é ter esperança. Esperança de dias melhores, com um coração cada vez mais pacificado, com uma alma que continua sensível, com um sorriso que não amarela com o tempo. Com esperança o céu também é hoje e aqui. E com a expectativa de que o vindouro será ainda melhor.</p>
<blockquote><p>Então o anjo me mostrou o rio da água da vida que, claro como cristal, fluía do trono de Deus e do Cordeiro, no meio da rua principal da cidade. De cada lado do rio estava a árvore da vida, que dá doze colheitas, dando fruto todos os meses. As folhas da árvore servem para a cura das nações.</p></blockquote>
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		<title>Milagre da Vida</title>
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		<pubDate>Mon, 04 Apr 2005 11:23:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jorge Camargo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Blog do Jorge]]></category>
		<category><![CDATA[Esperança]]></category>
		<category><![CDATA[Poesia]]></category>

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		<description><![CDATA[Do fundo da incerteza
Há de surgir uma saída
Um surpreendente horizonte
Digno da força da vida
A vida é puro milagre
Nova como o novo sol de cada dia
A vida é lindo mistério
Humilhando a nossa vã sabedoria&#8230;]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p>Do fundo da incerteza<br />
Há de surgir uma saída<br />
Um surpreendente horizonte<br />
Digno da força da vida</p>
<p>A vida é puro milagre<br />
Nova como o novo sol de cada dia<br />
A vida é lindo mistério<br />
Humilhando a nossa vã sabedoria</p>
<p>E para o maior dos temores<br />
Breve virá o livramento<br />
Viva esperança sorrindo<br />
Tornando em festa o lamento</p>
<p>A vida é puro milagre<br />
Vale a pena, vale o esforço em preservá-la<br />
A vida é lindo mistério<br />
Nada mais importa a não ser abraçá-la</p>
<p>A vida é puro milagre&#8230;</p></blockquote>
]]></content:encoded>
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